Governo do Estado inaugura ‘cidade provisória’ para 630 pessoas em Canoas

Centro Humanitário de Acolhimento Recomeço tem serviços de saúde, assistência social, atividades formativas, alimentação e segurança

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Espaço conta com 126 casas modulares para acolher mais de 600 pessoas. Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

Sul 21 – O governo do Estado inaugurou nesta quinta-feira (4) o Centro Humanitário de Acolhimento Recomeço, em Canoas. O espaço, que será a primeira “cidade provisória” para atingidos pelas chuvas e enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, receberá cerca de 630 pessoas de forma transitória, enquanto aguardam as casas definitivas anunciadas pelo governo federal.

A iniciativa faz parte do Plano Rio Grande que, segundo o governo estadual, atua em três eixos de enfrentamento aos efeitos das enchentes: ações emergenciais;  ações de reconstrução; e Rio Grande do Sul do futuro.

Durante a inauguração, o governador Eduardo Leite (PSDB) destacou o caráter temporário dos Centros Humanitários de Acolhimento, que consistem em uma solução entre os abrigos emergenciais e as moradias definitivas. “Queremos casas definitivas para essas pessoas, mas, até lá, é preciso garantir cuidado, carinho e atenção”, afirmou. “Estamos buscando dar dignidade e estrutura para que essas pessoas estejam em melhores condições. Embora ainda não seja o ideal, é mais um passo. E vamos perseguir cada um dos passos seguintes até que tenhamos as casas definitivas para todos que precisam.”

A intenção é que as casas modulares permitirão mais privacidade às famílias, garantindo sua individualidade. “As pessoas estavam abrigadas, anteriormente, em espaços como galpões de Centros de Tradições Gaúchas, ginásios esportivos e salões paroquiais. Esses locais, embora viabilizados com muito esforço e solidariedade, não são adequados para continuar abrigando”, disse Leite. “Estamos propiciando, agora, uma estrutura qualificada, bem-organizada e com equipes técnicas contratadas para dar suporte às famílias por um período, até que sejam construídas as casas definitivas.”

O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac financiou a instalação de estruturas provisórias e a gestão do centro será feita pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), das Nações Unidas. A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) doou as casas modulares e o Exército auxiliou na montagem das unidades. “Foi um período de esforço de muitos entes para responder às grandes necessidades do Rio Grande do Sul e vamos continuar no apoio para integrar as famílias aos serviços”, afirmou Ana Scattone, representante da Acnur.

Para gerir o espaço, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) contará com 150 colaboradores. “O Recomeço é um marco da parceria entre OIM, governo do Estado e Fecomércio. Neste trabalho do dia a dia, vamos buscar garantir serviços e a participação da comunidade nas atividades e nesta passagem para uma solução duradoura”, explicou Maria Oliveira, representante da organização.

O projeto propõe contemplar serviços básicos de saúde e de assistência social, encaminhamento profissional, atividades formativas, alimentação e segurança 24 horas. As crianças devem receber apoio psicológico e acompanhamento por psicopedagogos e pediatras especializados em desenvolvimento infantil.

Os primeiros acolhidos já começaram a chegar ao Centro. A previsão do governo estadual é que a lotação total, de 630 pessoas, esteja completa até 15 de julho. As famílias desta etapa estavam em abrigos localizados em Canoas. A seleção daquelas que serão acolhidas no Centro Recomeço é realizada pela prefeitura de Canoas.

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