Governo federal divulga regras para repasse de recursos a trabalhadores atingidos pela enchente

Trabalhadores formais receberão duas parcelas no valor de um salário mínimo em julho e agosto

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Lula assinou em junho a Medida Provisória que determina o pagamento para ajudar a manter os empregos de trabalhadores formais gaúchos. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Sul 21 – O governo federal definiu regras e procedimentos para que cerca de 434 mil trabalhadores formais do Rio Grande do Sul recebam um suporte emergencial no valor de um salário mínimo em julho e agosto. A Portaria nº 991 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) foi publicada nesta quinta-feira (20), no Diário Oficial da União, com as condições para que as empresas dos municípios em situação de calamidade possam aderir, de 20 a 26 de junho, ao programa de apoio financeiro a trabalhadores e trabalhadoras do estado.

O apoio prevê duas parcelas de R$ 1.412 durante os meses de julho e agosto. A contrapartida das empresas é manter o empregado por pelo menos quatro meses (dois do benefício e mais os dois meses seguintes). A primeira parcela será paga em 8 de julho e a segunda, em 5 de agosto. O cronograma é o mesmo para pescadoras e pescadores profissionais artesanais. Já para empregadas e empregados domésticos, a adesão será entre 29 de junho a 26 de julho, com pagamento da primeira parcela escalonada conforme a data de adesão, a ser liberada nos dias 8, 15 e 22 de julho, com segunda parcela paga em 5 de agosto.

“Nós não vamos faltar ao povo do Rio Grande do Sul. Vamos fazer dentro das limitações do Governo Federal tudo aquilo que estiver ao nosso alcance, aquilo que a lei permitir, aquilo que a gente conseguir fazer a Câmara e o Senado aprovarem, aquilo que não haja implicação judicial. Vamos fazer tudo o que for necessário para a gente dar de volta a dignidade e o orgulho do povo gaúcho”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 6 de junho, quando assinou a Medida Provisória que determina o repasse dos dois salários mínimos, durante sua quarta visita ao estado desde o início da trágica enchente.

Assim que a empresa aderir e forem atendidos os critérios de elegibilidade, serão processados os pagamentos de apoio financeiro aos empregados, inclusive estagiários e aprendizes ativos e com remuneração enviada ao eSocial em pelo menos uma folha de pagamento entre as competências de março e maio de 2024.

A adesão e a declaração de redução do faturamento e da capacidade de operação do estabelecimento em decorrência dos eventos climáticos devem ser realizadas pelo Portal Emprega Brasil – Empregador, entre às 0h do dia 20 de junho e 23h59 do dia 26 de junho de 2024.

Já o requerimento da empregada e do empregado doméstico deve ser realizado no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou no Portal Emprega Brasil – Trabalhador, entre 0h do dia 29 de junho e 23h59 do dia 26 de julho.

Ainda conforme as regras, empresas públicas e sociedades de economia mista, incluídas as subsidiárias, não podem aderir ao apoio financeiro. Pescadores e pescadoras artesanais não precisam realizar a adesão.

O auxílio está condicionado à localização dos estabelecimentos dos empregadores em áreas efetivamente atingidas, na mancha de inundação delimitada por georreferenciamento, em municípios em situação de calamidade ou de emergência reconhecido pelo governo federal.

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