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Região

IV edição do GT Guarita Pela Vida promove debates e inaugurações na região

Questão Indígena

14/05/2025 16h03
Por: Júlio Santos
Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Nos dias 21 e 22 de maio, será realizada a quarta edição da Mobilização GT Guarita Pela Vida, um evento que visa dar visibilidade à luta das mulheres indígenas Kaingang e Guarani da Terra Indígena Guarita contra a violência — em especial a violência sexual — e o preconceito. A iniciativa tem como foco o empoderamento feminino indígena, a promoção do respeito às diferentes etnias e o enfrentamento de práticas discriminatórias e violadoras de direitos.

A programação do dia 21 de maio terá início com a inauguração do ambulatório indígena junto ao Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela, bem como a apresentação do Programa SERMulher RS. Estão previstas as presenças da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, e do secretário nacional de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Nascimento Costa (conhecido como Weibe Tapeba), além de outras autoridades. Em seguida, as atividades continuam no Centro Cultural do município.

O SERMulher RS é um serviço de apoio à atenção primária à saúde, voltado ao atendimento qualificado de mulheres com alterações nos exames de rastreamento de câncer de colo do útero e mama, suspeita de endometriose, infertilidade e no climatério. Também funcionará como centro formador para inserção de DIUs, coleta de exame citopatológico, entre outras práticas especializadas.

Já no dia 22 de maio, a programação ocorrerá no Setor São João de Irapuá, na Terra Indígena Guarita, no município de Redentora.

O GT Guarita Pela Vida é um movimento organizado por mulheres Kaingang da Terra Indígena Guarita, maior comunidade indígena do Rio Grande do Sul, abrangendo os municípios de Tenente Portela, Redentora e Erval Seco. O grupo surgiu em resposta ao caso de Daiane Kaingang, indígena estuprada e assassinada, como forma de promover conscientização e combate à violência contra mulheres indígenas.

Além de denunciar violências, o movimento atua no fortalecimento do protagonismo feminino indígena e na promoção de ações educativas e sociais. A Mobilização busca envolver lideranças, autoridades e a comunidade em geral na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Com informações da Rádio Planeta FM 102.7

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