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Pedágio pela conscientização do autismo mobiliza escolas de Vista Gaúcha

Ação nas ruas envolveu alunos da rede municipal e chamou atenção da comunidade para o entendimento e acolhimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA)

07/04/2025 10h57
Por: Júlio Santos
Fonte: Paula Steffenon/ Redação Verdade FM
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Na sexta-feira, 4, as ruas de Vista Gaúcha se encheram de significado com um pedágio muito especial. Alunos das escolas municipais Senador Pinheiro Machado, da Linha Progresso, e Professor Nelson Piccinini, do Centro, participaram de uma ação voltada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovida pela rede municipal de ensino com apoio da Administração Municipal, da Secretaria de Educação e da Brigada Militar.

A mobilização faz parte das atividades do "Abril Azul", mês dedicado à conscientização sobre o autismo, e teve como foco despertar a empatia e ampliar o entendimento da população sobre o tema.

“A gente quis que a comunidade entenda a realidade do Transtorno do Espectro Autista, que tenha esse conhecimento. O pedágio foi uma forma de levar isso para fora da escola, para que mais pessoas conheçam e saibam o que é o autismo”, explicou a professora Olga Maria Goldschimidt Capelari, uma das organizadoras do evento.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta principalmente a comunicação, a interação social e o comportamento. Cada pessoa no espectro é única, com necessidades, desafios e formas de expressão muito distintas. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento profissional são fundamentais.

“O autismo não é uma doença. Doença tem cura. Transtorno, não. Mas com apoio, com estímulos desde cedo, a criança pode evoluir muito. A gente precisa ficar atento aos sinais quando ainda são bebês, como o não olhar nos olhos, a ausência de fala ou de sons. Quanto mais cedo iniciar as terapias, melhores serão os resultados. Quando ainda têm dois ou três anos, já começamos a perceber os primeiros sinais, e eles ainda têm uma facilidade maior em evoluir. Não quer dizer que, por ser autista, não vai aprender. Vai aprender, sim. Às vezes, só precisa de mais estímulos do que as outras crianças”, ressaltou Olga.

Atualmente, de acordo com a professora, a rede municipal de Vista Gaúcha acompanha três alunos com diagnóstico confirmado de TEA, e outros estão em processo de avaliação. Apesar de não ser um número elevado, a atenção é constante.

“Nem sempre os colegas entendem o comportamento de uma criança com autismo. Às vezes ela está agitada, às vezes chora, às vezes se isola. A gente quer que todos compreendam que isso faz parte do transtorno, e que não é falta de educação ou algo que a professora está ‘deixando passar’. É acolhimento, é cuidado”, contou a professora, com emoção.

Além do pedágio, outras ações seguirão sendo realizadas durante o mês de abril, dentro da programação do “Abril Azul” nas escolas, como exibição de filmes temáticos, palestras e atividades de integração.

“Nosso objetivo é fazer com que cada aluno, cada professor, cada pai e mãe, e a comunidade em geral entendam que o autismo faz parte da nossa realidade. Precisamos respeitar, apoiar e incluir essas crianças em todos os espaços”, finalizou Olga.

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