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Senado Federal

Fraude no INSS: comissão aprova novo convite para Lupi

A Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) aprovou nesta terça-feira (29) novo convite para o ministro da Previdência, Carlos Lupi, depor. Desta ...

29/04/2025 19h57
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
O convite ao ministro da Previdência, Carlos Lupi, partiu de requerimento do senador Rogério Marinho - Foto: Claudio Reis/Câmara dos Deputados
O convite ao ministro da Previdência, Carlos Lupi, partiu de requerimento do senador Rogério Marinho - Foto: Claudio Reis/Câmara dos Deputados

A Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) aprovou nesta terça-feira (29) novo convite para o ministro da Previdência, Carlos Lupi, depor. Desta vez, ele vai falar sobre o recém-descoberto esquema de fraude no Instituto Nacional (INSS). A reunião deve ocorrer na quarta-feira da próxima semana (7). O ministro deveria ter comparecido ao colegiado na parte da manhã para falar sobre a greve dos peritos médicos do instituto, mas a paralisação foi encerrada e a audiência, cancelada.

A votação foi conduzida pelo presidente da comissão, senador Dr. Hiran (PP-RR). O requerimento aprovado ( REQ 16/2025 - CTFC ) é do senador Rogério Marinho (PL-RN), com apoio de Dr. Hiran. Lupi terá que prestar informações sobre as fraudes bilionárias em descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

“A investigação indica que milhares de beneficiários do INSS foram vítimas de descontos indevidos em seus contracheques, especialmente por filiação a entidades de representação e associações das quais nunca fizeram parte. Os descontos eram processados diretamente na folha de pagamento dos benefícios, por meio do sistema de consignações do INSS, em valores entre R$ 20 e R$ 70 por mês, afetando uma grande massa de aposentados e pensionistas, muitos deles idosos em situação de vulnerabilidade social”, diz Marinho na justificativa do requerimento.

Investigação

Deflagrada na última semana, a operação Sem Desconto, da Polícia Federal, em conjunto com Controladoria-Geral da União (CGU), atingiu a diretoria do INSS e resultou na demissão do presidente do órgão, Alessandro Stefanutto.

A investigação apontou que, desde 2019, associações e sindicatos fizeram acordo com o INSS para realizar descontos de mensalidades associativas diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS, dos quais 97% não haviam autorizado. A fraudesomaria cerca de R$ 6 bilhões, números apontados pela CGU.

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