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Senado Federal

Paim critica taxação de 50% dos EUA sobre exportações brasileiras

O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento nesta segunda-feira (14), criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de taxar em 50% os produ...

14/07/2025 18h36
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Carlos Moura/Agência Senado
- Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento nesta segunda-feira (14), criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de taxar em 50% os produtos brasileiros exportados para o país. Para ele, a medida não tem respaldo econômico e seria motivada por disputas políticas e pela insatisfação com decisões da Suprema Corte brasileira. O parlamentar destacou que a medida deve impactar setores como café, suco de laranja, carne bovina e a Embraer, além de comprometer a cadeia produtiva nacional.

Paim alertou que cinco estados brasileiros — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul — serão diretamente afetados. Segundo ele, essas unidades da federação respondem por mais de 70% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, conforme dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil. Caso a taxação entre em vigor a partir de 1º de agosto, o senador prevê impactos como fechamento de empresas, demissões e queda na renda da população.

— Se a taxação de 50% se efetivar a partir de 1º de agosto, que eu espero que não aconteça, que prevaleça a diplomacia, que prevaleça o diálogo e que o Trump recue dessa posição, que é uma posição insustentável, a penalização para o Brasil será muito forte: fechamento de empresas, perda de postos de trabalho e redução da renda da população. Será um enorme retrocesso. Somos alvo de uma guerra comercial irresponsável que ousa interferir na nossa soberania, mas a nossa Constituição é clara: a soberania é intocável, negociar o mercado de importação e exportação é outra discussão — afirmou.

O senador também citou declarações do vice-presidente Geraldo Alckmin, que afirmou que o governo brasileiro buscará reverter a decisão norte-americana por meio do diálogo e da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo Paim, o governo já iniciou reuniões com o setor privado e estuda aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em abril, como resposta às medidas unilaterais dos EUA.

—O Brasil é dos brasileiros e é nosso dever defendê-lo. Que este Plenário se una em voz única, para não aceitar essa agressão comercial e exigir reação à altura. Defender a nossa economia, nossas empresas, nossos trabalhadores, nossos empresários e, acima de tudo, a dignidade do nosso povo. Deixo registrado em um momento difícil como este, que a economia brasileira atravessa após uma decisão que considero totalmente irresponsável, tomada pelo presidente dos Estados Unidos [Donald Trump]— disse.

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