Fitness
Lazzaretti
Hospital Santo Antonio
Pizzaria Alcapone
Tarzan
Meganet
Niederle
Rádio Municipal
F&J Santos
Ponto Grill
Sala
Mecânica Jaime
Portela FM
Sicoob
APPATA
Vento Sul
Mercado do povo
Unimed
Sicredi
Câmara

Comissão aprova admissibilidade de proposta que cria fundo para inclusão social de pretos e pardos

Texto segue em análise na Câmara dos Deputados

27/08/2025 17h32
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Câmara
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 41 votos a 15, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/24 , que cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial.

A maioria dos parlamentares do colegiado acolheu o parecer da relatora , deputada Gisela Simona (União-MT), que recomendou a aprovação do texto após ajustes, a fim de adequá-lo às regras constitucionais. “Aprovada a emenda, não haverá ameaça às cláusulas pétreas da Constituição”, explicou ela.

O principal objetivo da PEC é promover a igualdade de oportunidades e a inclusão social. Pelo texto, o fundo terá um conselho consultivo, será administrado por um banco federal e financiará projetos de promoção cultural, social e econômica de pessoas pretas e pardas.

O fundo terá natureza privada. Além do Orçamento federal, os recursos virão de doações internacionais e de outras fontes previstas em lei. A União repassará R$ 20 bilhões – ou R$ 1 bilhão por ano após a promulgação da emenda constitucional.

Uma das mudanças sugeridas pela relatora e aprovadas pela comissão suprimiu a previsão de recursos para o fundo oriundos de indenizações a serem cobradas de empresas que, reconhecidamente, lucraram com a escravidão no Brasil.

Debates
“É preciso criar mecanismos específicos para que recursos públicos e privados sejam destinados a fortalecer social e economicamente a população negra”, explicou o deputado Damião Feliciano (União-PB), um dos autores da proposta original .

“Quando mulheres negras ganham 60% do que ganham homens brancos, isso é racismo; quando a maioria da população analfabeta é negra, isso é racismo”, disse Damião Feliciano durante os debates. “O pior cego é o que não quer ver”, continuou ele.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), por sua vez, foi um dos que criticaram a proposta. “Só gera mais conflito social, mais do ‘nós contra eles’, como se o Brasil não tivesse um histórico robusto de exploração de escravidão”, afirmou o parlamentar.

“Qualquer pessoa no país tem genes das mais variadas etnias, então vamos parar com essa balela. A proposta não quer corrigir nenhuma questão social, porque, se assim fosse, trataria da miséria, e estamos falando de raça”, acrescentou Carlos Jordy.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada por uma comissão especial a ser criada com essa finalidade. Para ser promulgada, a PEC também precisa ainda ser aprovada em dois turnos de votação pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários