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Senado Federal

Soraya defende aumento da quarentena para ex-diretores do Banco Central

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (3), a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) afirmou que a autonomia do Banco Central ainda não é...

03/09/2025 17h55
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (3), a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) afirmou que a autonomia do Banco Central ainda não é plena e que precisa ser revista para servir à população e não ao setor financeiro. A parlamentar disse que a independência da instituição deve estar acompanhada de regras claras e mecanismos de controle, evitando práticas como a chamada “porta giratória”, que permite a dirigentes assumirem cargos em bancos privados logo após deixarem a função pública.

—O que temos visto, na verdade, é uma perigosa confusão em que a bandeira da independência técnica é usada como um escudo para proteger uma elite que não quer ser supervisionada, que não quer prestar contas a absolutamente ninguém. E aí eu digo a vocês: a autonomia não é e nunca será sinônimo de ausência de regras. Certo? A gente fala em democracia, mas a gente não fala em liberdade total. Tudo tem regras, não é anarquia, essa é a diferença. Então, sim, autonomia com regras. Na verdade, é o cumprimento rigoroso das regras que fortalece uma instituição e lhe confere a legitimidade que ela precisa para operar— afirmou.

A senadora defendeu a criação de uma nova lei que amplie de seis meses para quatro anos a quarentena de ex-diretores do Banco Central antes que possam ocupar funções em instituições privadas. Segundo Soraya, essa medida é necessária para proteger a economia nacional de interesses particulares e reforçar a credibilidade da instituição.

— Que fique bem claro: quem se opõe a essas mudanças não está defendendo a independência do Banco Central, como foi feito lá atrás. Na verdade, ele não é independente porque não tem nem autonomia financeira. Quem for contra está defendendo, na verdade, o controle dos grandes bancos sobre o Banco Central. Está defendendo os seus próprios privilégios em detrimento do futuro de mais de 213... 214 milhões de brasileiros. Eu digo aqui e vou lutar com unhas e dentes: basta disso. Basta! — declarou.

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