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Senado Federal

Izalci critica falta de policiais no DF e defende escolas cívico-militares

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (22), o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a falta de investimentos em segurança pública no Dis...

22/10/2025 18h01
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (22), o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a falta de investimentos em segurança pública no Distrito Federal e a burocracia que, segundo ele, impede a convocação de novos policiais. O parlamentar disse que a situação tem contribuído para o aumento da violência e citou o assassinato de um adolescente de 16 anos durante um assalto.

— Nós temos, hoje, o menor contingente da história do DF em termos de policiais militares, polícia civil e bombeiro, exatamente por essa burocracia toda aí. Para você fazer um concurso e chamar [os aprovados], o governador tem que pedir, vai para o Planejamento, vai para a MGI [Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos], vai para o Ministério da Justiça, vai para a Casa Civil, depois vem aqui para o Congresso Nacional, volta para a Casa Civil, aí editam uma medida provisória. Um dos motivos dessa insegurança que está acontecendo em Brasília é exatamente a falta de contingente, a falta de respeito aos profissionais da segurança, o que é muito triste — afirmou.

O parlamentar também relatou casos de agressões a professores registrados em escolas do Distrito Federal e criticou a desvalorização da categoria. Izalci apontou ainda a crise enfrentada no setor de ensino, segundo ele, com baixos salários e condições precárias de trabalho. Para o senador, a educação precisa ser tratada como política de Estado.

— A gente vê as péssimas condições, hoje, da educação, do salário dos professores, que sequer obedeceu àquilo que foi estabelecido no Plano Nacional de Educação e no plano diretor local da educação, que era para que o professor recebesse, no mínimo, 70% da média dos servidores. Hoje o professor está em penúltimo lugar em termos de remuneração. Nas escolas cívico-militares, basta ver o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], a melhora e as filas dos pais querendo matricular. Por quê? Porque é uma escola onde tem disciplina, tem respeito. É o que é preciso na educação. Você não tem como dar uma aula se o aluno não o respeita, se não há silêncio, se há uma baderna dentro da sala e se você não pode fazer nada com o aluno — declarou.

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