Da esquerda para a direita, sargento Leomar da Silva Soares, da Defesa Civil; Carla Paiva, assistente social da Secretaria Estadual de Assistência Social e Desenvolvimento Social; Cristiane de Ávila Canabarro, analista de planejamento de políticas públicas da Defesa Civil; e André Parlese, da Secretaria Estadual de Assistência Social e Desenvolvimento Social.
O Centro Cultural de Tenente Portela (CUlT) recebe nesta quinta-feira, 29 de outubro, e sexta-feira, 30, a oficina “SUAS em Cenário de Desastres”, voltada à preparação e à atuação dos profissionais da assistência social diante de situações de emergência e calamidade pública.
A atividade reúne representantes da área da assistência social e da Defesa Civil para discutir procedimentos de atendimento às famílias atingidas por eventos como enchentes, chuvas de granizo e outras ocorrências que provoquem perdas materiais e a necessidade de acolhimento.
Conforme a assistente social Carla Paiva, da Secretaria Estadual de Assistência Social e Desenvolvimento Social, a oficina busca aprofundar o papel do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no atendimento à população durante e após os desastres.
“É uma oficina onde nós vamos trabalhar especificamente a questão do SUAS, do Sistema Único de Assistência Social em situação de emergência e calamidade”, explicou Carla.
Atendimento às famílias atingidas
Durante a oficina, são abordadas as necessidades das pessoas que precisam deixar suas casas, buscar abrigo ou permanecer temporariamente na residência de parentes e conhecidos. Segundo Carla, mesmo quando as famílias encontram acolhimento por conta própria, elas podem precisar de acompanhamento da assistência social.
O trabalho inclui oferecer suporte para que as pessoas consigam reorganizar suas vidas após perderem bens ou terem suas moradias atingidas. A situação vivenciada durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul é um dos exemplos da importância desse atendimento, especialmente nos casos em que famílias perderam praticamente tudo o que possuíam.
A atuação da assistência social, portanto, não se limita ao acolhimento imediato. Também envolve acompanhar as famílias durante o processo de recuperação e reorganização após o desastre.
Integração com a Defesa Civil
Outro ponto destacado pela assistente social é a necessidade de atuação integrada entre os órgãos públicos. Conforme Carla, a Defesa Civil coordena as ações nas situações de emergência e calamidade, enquanto a assistência social desenvolve o trabalho de atendimento e acompanhamento das pessoas atingidas.
“A Defesa Civil é o órgão que dá o comando geral. Qualquer situação de emergência, calamidade, a Defesa Civil dá o comando e aí nós entramos para trabalhar juntos”, afirmou.
A oficina conta com representantes da Defesa Civil estadual, incluindo integrantes da Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (CREPDEC). A proposta é reforçar a articulação entre as equipes e a organização das ações de atendimento em situações que exigem resposta rápida e coordenada.
A programação segue até sexta-feira, 30 de outubro, no Centro Cultural de Tenente Portela, com foco na preparação dos profissionais para atuar diante de desastres e prestar assistência às famílias afetadas.
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