A postura do aluno Vinicius Krug de Souza durante a cerimônia de formatura dos cursos de Engenharia Metalúrgica, Engenharia de Minas e Engenharia de Materiais ocorrida nesta terça-feira (18), no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), virou caso de polícia. Antes da celebração ocorrer, ele pintou uma suástica no rosto enquanto estava na sala em que os estudantes se preparavam para a cerimônia.
Alertado sobre o episódio, o vice-reitor, Pedro Costa, e o coordenador de Segurança da instituição foram até o local em que se encontrava o aluno e proibiram-no de participar da colação de grau com a suástica pintada no rosto.
Em nota, a UFRGS diz que o formando alegou que a pintura se tratava de um símbolo hindu e negou que estava ostentando um símbolo nazista. Ainda assim, a universidade afirma tê-lo advertido que se não apagasse a suástica, além de não poder participar da cerimônia de formatura, seria encaminhado para a Polícia Federal para registro de ocorrência e para avaliação se a pintura era ou não um símbolo nazista.
O aluno então concordou em apagar a pintura da suástica e manteve no rosto outros símbolos que, conforme a instituição, não tinham relação com o nazismo e com os quais ele permaneceu durante a cerimônia.
Na nota publicada na noite desta terça-feira (18), a UFRGS anunciou que registrará um boletim de ocorrência na Polícia Federal ainda nesta quarta-feira (19), além de analisar quais medidas administrativas podem ser tomadas.
“Salienta-se que, diferentemente das diversas manifestações nas redes sociais, o formando em questão NÃO ostentava símbolos nazistas durante a cerimônia de formatura. Também é importante destacar que a decisão da Universidade de dar prosseguimento à cerimônia dentro da possível normalidade diante deste inadmissível episódio deve-se à consideração aos demais formandos, seus familiares e convidados que estavam reunidos em um momento de celebração. Posto isso, a UFRGS reafirma que não tolera manifestações de ódio, de intolerância ou de ataque aos direitos humanos nos seus espaços”, conclui a universidade em sua manifestação sobre o episódio.
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