Enquanto diversos municípios da Região Celeiro decretam situação de emergência devido à estiagem, Vista Gaúcha mantém um cenário mais equilibrado, graças a investimentos em políticas de captação e distribuição de água. A situação do município foi discutida em um reunião na última semana com a Defesa Civil por meio de uma comissão responsável, que é formada por representantes da Secretaria Municipal de Saúde, da Secretaria da Assistência Social, Emater, além do prefeito e vice-prefeito.
Segundo o vice-prefeito e secretário de Agropecuária e Meio Ambiente, André Danette, a falta de problemas críticos na oferta de água para consumo humano e a baixa quebra na produção agrícola pesaram na decisão.
Um dos principais diferenciais do município é o programa de cisternas, iniciado entre 2021 e 2022, voltado para o armazenamento de água da chuva. “No primeiro ano, fizemos oito cisternas, e seguimos ampliando gradativamente. Essa estrutura permite que os produtores armazenem água e reduzam a dependência de fontes naturais, que podem sofrer com a seca”, explica Danette.
Além disso, Vista Gaúcha conta com uma rede de poços artesianos que abastece todas as comunidades. “A rede de água do município tem um acompanhamento contínuo por meio da Secretaria Municipal de Saúde, com uma pessoa que é responsável por monitorar abastecimento, sanando possíveis problemas que podem acontecer como rompimentos de canos, vazamentos e outros, garantindo assim o acesso à água para todas as residências” destacou Danette.
Referente a produção agrícola, o secretário explicou que já foi observado uma queda, principalmente na produção leiteira, em torno de 15% nos últimos três meses. Segundo ele, a cultura da soja há uma perspectiva de uma baixa de 9%. “A safra de milho, por exemplo, surpreendeu positivamente, com produtividade acima da expectativa, chegando a médias superiores a 150 sacas por hectare, e em algumas áreas até 200 sacas. A safra do milho silagem também foi muito boa”, afirmou.
Apesar dos desafios climáticos, Vista Gaúcha demonstra que investimentos estruturais em armazenamento e distribuição de água podem fazer a diferença frente à estiagem. Danette salienta que o município segue monitorando a situação e reforça que a decisão sobre um possível decreto será baseada em dados concretos. "Entendemos as dificuldades dos produtores, mas precisamos de embasamento técnico para solicitar o reconhecimento da emergência", explicou o secretário.
Na Região Celeiro, que compreende 21 municípios, até a segunda-feira (31), 16 municípios já haviam decretado situação de emergência devido à estiagem.
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