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Senado Federal

Paim alerta para tragédia humanitária em Gaza, com morte de civis, maioria crianças

O senador Paulo Paim (PT-RS) chamou atenção para o cenário de destruição em Gaza, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (29). Ele desta...

29/09/2025 17h17
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Paulo Paim (PT-RS) chamou atenção para o cenário de destruição em Gaza, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (29). Ele destacou que o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza já ultrapassou a marca de 65 mil mortos, a maioria crianças e civis, segundo o Ministério da Saúde local. O parlamentar lembrou que os hospitais estão em colapso e que a ajuda humanitária enfrenta barreiras para chegar à população civil. Ele também recordou que o Brasil reconheceu oficialmente o Estado palestino em 2010, reforçando a posição histórica de defesa da paz e da soberania dos povos.

— Nossa mensagem é clara: parem a guerra, basta de mortalidade e de desumanidade. Tenho certeza de que o povo de Israel quer paz, o mundo quer paz. Que se libertem todos os reféns de Israel e da Palestina. O mundo precisa de paz, o povo palestino quer paz, o povo israelense quer paz, todos nós queremos paz — disse Paim.

O senador alertou que, mesmo com o cessar imediato dos confrontos, os efeitos indiretos da guerra, como doenças, fome e falta de saneamento, podem provocar ainda mais mortes. Ele citou que, conforme a Academia de Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos de Genebra, existem hoje 110 conflitos armados ativos no mundo, número que demonstra a urgência de iniciativas voltadas ao diálogo e ao respeito entre as nações.

— Os povos da Palestina e de Israel desejam viver em paz, querem sentir o amanhecer com o sol nos olhos, sem medo, sem aflição, sem angústia, sem ter que correr, porque bombas estão explodindo. A humanidade tem o direito de viver sem medo, de existir com esperança, de ter amor no coração, de criar filhos que conheçam o mundo pela beleza e não pela dor; de criar filhos que possam ver seus bisavós, seus avós, seus pais, e não só de ter a lembrança de que eles foram mortos na guerra — concluiu.

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