Um homem, de 38 anos, foi preso após a morte do sobrinho, de 5 anos, em Redentora. Ele se apresentou na Delegacia de Polícia de Tenente Portela no final da manhã de segunda-feira, 18, dois dias após o caso. A criança foi morta por disparo acidental do tio, na Terra Indígena Guarita.
O familiar da vítima teve decretada a prisão preventiva. Conforme o titular da DP de Tenente Portela, delegado Roberto Audino, ele se entregou voluntariamente, acompanhado de um advogado, e foi recolhido ao Presídio Estadual de Três Passos após prestar depoimento.
“Ele alega que o disparo foi acidental e diz que fugiu porque estava assustado”, afirma o delegado.
A ocorrência foi registrada no sábado, na residência onde a criança morava com os pais, em Redentora. O suspeito havia passado a madrugada caçando em um matagal e, após retornar da empreitada, teria passado a exibir aos familiares uma espingarda utilizada na ação.
O pai do menino teria pedido para que a arma não fosse manuseada ali, alertando ainda o parente sobre riscos de disparo involuntário. Apesar do aviso, o suspeito teria respondido que as munições já tinham sido gastas momentos antes, enquanto caçava, o que garantiria que a espingarda não estava carregada.
Ocorre que, em dado momento, enquanto o caçador fazia o manejo do equipamento, a arma disparou. A criança foi atingida no tórax, e chegou a ser levada pelos pais ao Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela, mas não resistiu e morreu no local.
Após o ocorrido, o suspeito fugiu a pé. O pai da vítima ainda tentou perseguir o homem, mas ele conseguiu correr em direção a uma área de mata e acabou despistando o parente.
Tio será indiciado por homicídio doloso - A prisão do suspeito e o atendimento médico da criança ocorreram em Tenente Portela. Contudo, a investigação ficará sob o comando da DP de Redentora, porque o caso foi registrado no município, onde a vítima morava com a família.
O delegado Bruno Chaves Lima de Paula, que ouviu testemunhas após o fato, destaca que o suspeito vai responder por homicídio doloso. A razão é que, pouco antes dodisparo acidental, já havia o alerta dos pais ao tio criança sobre riscos do manuseio da arma em casa.
“O suspeito havia sido avisado sobre o risco de manejar a espingarda em ambiente familiar e perto de umacriança. Em outras palavras, mesmo que o disparo tenha sido acidental, o homem já sabia que o comportamento dele colocava os outros em perigo. Por isso, ele será indiciado por homicídio doloso”, pondera o delegado Bruno Chaves.
Informações da Rádio Alto Uruguai
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