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Polícia Civil investiga grupo familiar por sonegação de R$ 20 milhões em impostos na região

Polícia

13/12/2024 19h02Atualizado há 2 anos
Por: Júlio Santos
Fonte e foto: Polícia Civil do RS
Fonte e foto: Polícia Civil do RS

Na manhã de quarta-feira, 11, a Polícia Civil (PC), por meio da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em conjunto com a Receita Estadual, deflagrou a Operação Resgate Fiscal. O objetivo da ação, que também contou com o apoio do Departamento de Polícia do Interior (DPI) é combater crimes tributários e de sonegação fiscal.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e determinada a alienação de 12 veículos (os valores superam 1 milhão de reais) e o bloqueio de R$ 20 milhões de contas bancárias dos suspeitos. As ordens judiciais foram cumpridas em Tenente Portela, Ijuí, Erval Seco, Chapada, Derrubadas e Santo Ângelo. A ação resultou na apreensão de joias, R$ 30 mil, celulares e documentos.
De acordo com o delegado Augusto Zenon, a investigação iniciou a partir de denúncia enviada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, após apuração fiscal realizada pela Receita Estadual, que apurou um débito de R$ 20 milhões em sonegação no pagamento de ICMS, com indícios de possível crime contra a ordem tributária.
A Polícia Civil instaurou Inquérito Policial sobre o caso. Inicialmente, a Receita Estadual apurou que quatro empresas familiares faziam parte de um esquema fraudulento para sonegação de impostos, findando com a constituição de crédito tributário ao Estado no valor aproximado de R$ 20 milhões. Posteriormente, com a instauração do respectivo inquérito policial, a investigação da Polícia Civil identificou que o esquema de fraude não havia cessado, mas, ao contrário, foi ampliado com a inclusão de mais dois novos familiares e suas empresas no consórcio sonegador.
“Todos os indivíduos fazem parte da mesma família e utilizavam desses ardis para ampliarem seus negócios e obter maior domínio e vendas no mercado. O esquema se constitui nos integrantes do grupo familiar se fragmentarem em diversas microempresas, as quais participam do Simples Nacional com suas benesses fiscais, e assim pagar valores de ICMS inferiores aos realmente devidos, caso considerados como empreendimento único”, disse Zenon.
Durante a investigação, comprovaram-se compras de todas as empresas com uso do mesmo e-mail; uso do mesmo veículo para realizar transporte das mercadorias transferidas; localização de estabelecimentos em um único prédio; confusão de estoques; uso do mesmo sistema informático para gestão das empresas.
“As operações voltadas ao combate de crimes tributários desempenham um papel fundamental na proteção da economia do Estado, enfrentando a sonegação fiscal que priva os cofres públicos de recursos essenciais e que poderiam ser aplicados em áreas essenciais como a saúde, educação e segurança. O Deic terá, em 2025, uma equipe especializada e dedicada a esse delito, trabalhando em forte e estreita parceria com a Receita Estadual e o Ministério Público”, disse o delegado Cassiano Cabral, diretor da Divisão de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro do DEIC.

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