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O uso do Escapulário

Coluna

Visão de Fé

Visão de FéPor: Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocese de Frederico Westphalen

18/07/2025 08h36
Por: Júlio Santos
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

No dia 22 de julho, a Igreja Católica celebra a memória de Nossa Senhora do Carmo. Ela é a padroeira da Ordem Carmelita, uma das ordens mais antigas da Igreja. A palavra Carmo significa “vinha” e é o nome de uma montanha, o Monte Carmelo, ligado ao termo bíblico “Vinha do Senhor”, localizada na costa mediterrânea de Israel. Foi o local onde 
os profetas Elias e Eliseu atuaram e onde se formou uma ermida. Ali, os primeiros monges carmelitas construíram uma capela dedicada à Santíssima Virgem.

Em 16 de julho de 1251, São Simão Stock, prior geral da Ordem Carmelita, estava rezando à Virgem Maria, pedindo luzes para resolver um grave problema na ordem. Maria lhe apareceu, entregando um escapulário, e disse:

"Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem como sinal distintivo da Minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os carmelitas: o que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas."

Desde então, milhões de pessoas usam o escapulário.

Na sua origem, o escapulário era um conjunto de dois tecidos que cobria a parte da frente e de trás das vestes de quem estava trabalhando. Era uma espécie de avental que protegia a roupa de uso diário da sujeira. Essa mesma função tinha a dalmática, usada depois pelos reis e, hoje, pelos diáconos, como símbolo de serviço. Todos os monges e monjas carmelitas usam o escapulário como parte do seu hábito (roupa que identifica uma ordem ou congregação religiosa), e ele significa o jugo suave de Jesus, assumido no voto de obediência.

Há uma promessa de Nossa Senhora de que ajudará na salvação a pessoa que morrer usando o escapulário. No entanto, o escapulário não é um objeto mágico. O Papa Pio XII, por ocasião dos 700 anos da primeira imposição do escapulário, exortou os fiéis a não o usarem como um amuleto de superstição. Na fé cristã, não há encantamento ou magia. A salvação é alcançada quando se leva uma vida de virtudes, o que também consiste em uma permanente conversão para se santificar.

Até hoje, o escapulário é dado (imposto) sobre os ombros das pessoas. Em nossa paróquia, as crianças da catequese recebem o escapulário como um compromisso de sempre ouvir Maria quando ela diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” O uso desse objeto religioso serve para recordar que devemos servir a Deus acima de tudo e que essa obediência é suave quando feita com Jesus.

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