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Virando pro Sul

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De Olho na Ideia

De Olho na IdeiaPor: Felipe J. dos Santos

24/07/2025 19h18
Por: Júlio Santos
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Novas terminologias vêm sendo faladas na geopolítica e dando o tom das mudanças que acontecem, lentamente, no tabuleiro de xadrez do poder econômico do mundo. Entre os termos que estão bastante em evidência está a definição de “Sul Global”. Muitos estão falando em Sul Global como uma alternativa de países que não estão incluídos nas decisões mais importantes sobre economia e políticas mundiais. Mas o que seria esse Sul Global?

O que define esses países é, principalmente, suas posições econômicas de subalternos em busca de uma alternativa de desenvolvimento e de reconhecimento geopolítico. Países como o Brasil e a África do Sul, entre outros, tentam entrar no jogo e participar das decisões.

O Sul Global não é baseado, exclusivamente, na posição geográfica dos países, mas é uma evidência de que a maioria dos países influentes está no Norte do globo. Contudo, existem alguns países que também estão no Norte geográfico e não fazem parte do seleto grupo que comanda o mercado e a economia do mundo.

Tanto a China quanto a Rússia fazem parte do hemisfério norte, mas possuem mais relações com países em desenvolvimento do que com os países europeus e os Estados Unidos.

O Sul Global está tentando alcançar algum protagonismo e, por isso, precisa fazer alianças estratégicas com países que podem ajudar a escapar da interferência direta de países colonizadores e extratores de nossas riquezas.

Uma maior comunicação com outros países, da mesma faixa subdesenvolvida, pode ajudar a reequilibrar as forças que, hoje, estão concentradas e dependentes de poucos países desenvolvidos. Essa mudança, lenta e gradual, já pode ser sentida quando diversas manifestações de chefes de Estado estão demonstrando que querem uma alternativa de negociação com respeito à economia e à soberania de seus países.

A ideia de soberania não pode ser, simplesmente, um sonho a ser alcançado ou um princípio registrado na Constituição do país. A soberania é a integridade de uma nação; é aquilo que não pode ser atacado, pois, se for atacado e não houver reação, a desmoralização da autoridade do povo se concretiza e, depois disso, viramos um país subserviente.
É contra a subserviência que esses países do Sul Global devem se unir, fazendo mais do que buscar proteção e apoio com outras potências, mas, principalmente, se apoiando mutuamente para, juntos, fortalecerem a soberania uns dos outros.

Comunicar-se, trocar relações comerciais, apoiar-se em ações internacionais são as alternativas que nações mais fracas têm para se protegerem de grandes ataques coloniais que devastam civilizações e espalham fome e miséria em terras alheias.

Uma nova roda de negociações está acontecendo no mundo, e o país que estiver mais habilitado estará com mais ferramentas para se posicionar e aproveitar as oportunidades. Ajudando-se mutuamente, os países da metade Sul conseguirão passar pela turbulência que está sendo anunciada e se asseverando a cada momento.

Se percebermos, um pouco, do que está acontecendo na história mundial, em breve poderemos descobrir quais são as melhores companhias para o Brasil no tabuleiro da geopolítica.

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