
De Olho na IdeiaPor: Felipe J. dos Santos
Não dá para prever quando os Estados Unidos entrarão em processo de queda, mas a história já está se organizando para derrubar mais um império.
Por que estão caindo? Quais os indícios apontados por economistas e especialistas em geopolítica?
O declínio econômico é visível, e os economistas apontam que os 50% mais ricos detêm 97,5% da riqueza nacional, enquanto os 50% mais pobres concentram apenas 2,5% dessa riqueza.
Além da injustiça social, os EUA enfrentam um enorme endividamento, pois vendem títulos do Tesouro Nacional para sustentar o déficit público. Além disso, têm enfrentado grandes dificuldades para manter a hegemonia geopolítica, já que outros países começam a disputar espaço no tabuleiro internacional.
Mas outros dois problemas são ainda mais graves. Um deles se refere ao domínio cultural e à defesa da democracia e do livre mercado, que os norte-americanos sempre pregaram; o outro está relacionado ao dólar.
No campo cultural, os Estados Unidos ditavam as regras: definiam o que era certo ou errado, quais países eram democráticos ou ditatoriais, e influenciavam os costumes da população mundial por meio da arte, do cinema e da música. Isso está começando a ser contestado, inclusive dentro do próprio país.
A questão do dólar é ainda mais sensível, pois não se trata de uma mudança imediata, mas de um futuro próximo, no qual a credibilidade da moeda pode perder força e as pessoas podem deixar de confiar no dólar como a principal moeda de transações internacionais.
O dólar tem credibilidade porque se transformou na principal moeda de comércio entre as nações e, aproveitando-se dessa credibilidade, desvinculou-se do seu lastro em ouro, passando a ser uma moeda fiduciária.
Uma moeda fiduciária é aquela em que as pessoas confiam, pois não é volátil nem inconsistente, e todos acreditam em seu valor. Seu grande valor reside justamente nessa confiança.
Ocorre que essa confiança está começando, lentamente, a diminuir e, com isso, a consistência do dólar começa a enfraquecer.
Quando o mercado internacional começa a perceber inconsistências no sistema financeiro norte-americano e nota que a dívida interna é excessiva, passa a desconfiar ainda mais do dólar, o que gera um efeito de bola de neve.
Não se sabe para quando isso ocorrerá nem quais são as alternativas dos economistas norte-americanos, mas certamente não será por meio de taxações que conseguirão manter a confiança no dólar e o equilíbrio do déficit fiscal.
Sensação
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