Meganet
Pizzaria Alcapone
Vento Sul
APPATA
F&J Santos
Sicredi
Lazzaretti
Niederle
Sala
Hospital Santo Antonio
Mecânica Jaime
Ponto Grill
Fitness
Portela FM
Sicoob
Mercado do povo
Rádio Municipal
Tarzan
Unimed
Coluna

Outubro

Coluna

Visão de Fé

Visão de FéPor: Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocese de Frederico Westphalen

03/10/2025 09h21
Por: Júlio Santos
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O mês de outubro leva este nome porque era o oitavo mês no calendário romano. Os antigos calendários ocidentais começavam o ano em março, quando é primavera no hemisfério norte. Atualmente, outubro é o décimo mês do ano. Neste artigo, faço algumas reflexões sobre o número oito.

Para os cristãos, oito é um número simbólico importante. A tradição bíblica judaica narra que Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Sendo o descanso parte integrante da criação, o mundo foi criado em sete dias. Jesus ressuscita no oitavo dia, considerando que, para o horário judaico, o dia termina no pôr do sol e inicia ao seu raiar. A semana veterotestamentária, como para nós hoje, vai do domingo até o sábado.

Nas tradições simbólicas dos números, oito significa equilíbrio, justiça, renovação e infinito. O número oito deitado é o símbolo matemático do infinito. Diferente do zero, muitas vezes representado pela serpente mordendo a própria cauda, o oito não é o círculo do eterno retorno. Olhando bem, vemos dois zeros, um ao lado do outro, tocando-se. Uma vez completado o giro, entra-se em outro.

A fé cristã acredita na ressurreição do ser humano em sua integridade. Não é cristão acreditar na lei do eterno retorno; ou seja, não há reencarnação, pois o futuro é a ressurreição. Jesus é esse segundo círculo, que qualifica a vida de um modo eterno e que se pode comparar com o infinito.

Oito também é o número do equilíbrio entre o material e o espiritual, corpo e alma, consciente e inconsciente, humano e divino. Também podemos entender, a partir dos dois círculos lado a lado, que, para cada ação, simbolizada pelo primeiro círculo, há uma consequência, representada pelo segundo círculo. Este é o senso de justiça: responder pelo que se faz ou se deixa de fazer.

Como última reflexão, o oito nos liberta da prisão da repetição, da vida como um loop, e nos abre para as mudanças. É o poder da mudança, da conversão e da novidade, a capacidade de ultrapassar e vencer tempos difíceis. É a marca da cruz vencida por Jesus ressuscitado.







Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários