Em entrevista ao jornal Folha Popular, na quinta-feira, 19, o presidente do Movimento Pró-Ponte, Rodrigo Locatelli Tisott, destacou que a construção da ponte representará uma transformação histórica para a região. Segundo ele, a obra criará uma nova rota de circulação de riquezas e abrirá logística para ambos os estados, facilitando o transporte de grãos, proteínas, máquinas e equipamentos. “Mas, sobretudo, garantirá mais segurança para a nossa população realizar a travessia do Rio Uruguai, que é majestoso, mas também perigoso”, afirmou.
A construção da ponte ligando Itapiranga a Barra do Guarita vive um momento considerado decisivo pelo Movimento Pró-Ponte. Após a aprovação do projeto técnico pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), a mobilização agora concentra esforços para garantir a inclusão da obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Obras, etapa considerada fundamental para assegurar os recursos necessários e viabilizar a licitação.
Tisott destacou que, embora a ponte seja um anseio regional há cerca de 50 anos, a mobilização permanente e estruturada teve início em 2018. conforme o coordenador, durante três anos houve cobrança pela elaboração do projeto, posteriormente viabilizado com emendas parlamentares das bancadas. O projeto teve início no final de 2022 e demandou aproximadamente três anos até sua conclusão e aprovação.
Próximo passo: inclusão no PAC Obras e abertura de licitação - Com o projeto básico aprovado pelo DNIT e já existindo rubrica na Lei Orçamentária da União de 2026, atualmente com cerca de R$ 37 milhões, valor considerado ainda insuficiente, o próximo objetivo é a conversão do projeto para a modalidade PAC Obras, onde há previsão de recursos integrais.
Paralelamente, o Movimento Pró-Ponte tem solicitado ao ministro dos Transportes, Renan Filho, que determine a abertura do processo licitatório, etapa que definirá a empresa responsável pela execução da obra.
A expectativa é que a conversão para o PAC Obras ocorra nos próximos meses, podendo acontecer a qualquer momento, considerando a aprovação técnica já obtida.
Articulação política busca garantir recursos restantes - O investimento total previsto inicialmente gira em torno de R$ 380 milhões, podendo superar R$ 400 milhões ao final. Atualmente, cerca de R$ 37 milhões estão assegurados.
O Movimento tem intensificado articulações políticas em Brasília. Recentemente, lideranças participaram de reunião em São Miguel do Oeste com o Deputado Federal Pedro Uczai, atual líder do governo na Câmara. Segundo informado, o parlamentar tem reforçado o pleito junto à Casa Civil e ao Ministério dos Transportes para garantir a inclusão definitiva da obra no PAC.
Há expectativa de agendas no próximo mês com lideranças regionais e ministérios, buscando uma definição concreta quanto aos recursos.
Licença ambiental e início das obras - A licença ambiental, sob responsabilidade do Ibama, tem previsão de conclusão até a metade do ano. Conforme esclarecido, a licença precisa estar emitida no momento da assinatura da Ordem de Serviço.
Caso o cronograma avance dentro do cenário considerado positivo pelo movimento, a licitação poderá ocorrer ainda no primeiro semestre, avançando eventualmente para o início do segundo. Após os trâmites finais e ajustes técnicos, a obra poderia iniciar ainda em 2026. Em caso de entraves adicionais, o início poderá ocorrer no primeiro semestre de 2027.
Impacto econômico e social - Para o Movimento Pró-Ponte, a construção representará um marco histórico para a região. Durante a execução, o investimento deverá gerar empregos, movimentar a economia local e ampliar a arrecadação tributária.
Após concluída, a ponte criará uma nova rota logística entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, facilitando o transporte de grãos, proteínas, máquinas e equipamentos. Além disso, trará mais segurança para trabalhadores, estudantes e moradores que atualmente dependem de travessias por embarcação, muitas vezes sob condições climáticas adversas.
A obra também deverá impulsionar o turismo, valorizar imóveis e ampliar o desenvolvimento social e econômico regional.
2026 pode marcar início da obra - Questionado sobre a possibilidade de 2026 ser o ano em que a obra saia do papel, o coordenador demonstrou otimismo. A avaliação é de que existe forte possibilidade de início ainda neste ano, ou ao menos, que todos os trâmites estejam concluídos para início no primeiro semestre de 2027.
O Movimento Pró-Ponte reafirma que seguirá atuando até a conclusão da obra, destacando que a mobilização coletiva é exemplo de organização civil em favor do bem comum e do desenvolvimento regional.
Folha Popular

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