A Câmara Municipal de Vereadores de Tenente Portela instaurou oficialmente uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades nos serviços prestados pela Aegea/Corsan no município. A proposição da CPI foi apresentada pelo vereador Luciano Berta Filipin, diante do aumento das reclamações da população relacionadas ao abastecimento de água e ao saneamento básico.
Segundo Filipin, a principal finalidade da comissão é apurar problemas enfrentados pelos consumidores e buscar soluções para as demandas apresentadas pela comunidade. Entre os pontos que deverão ser investigados estão cobranças consideradas abusivas, erros de leitura nas contas, deficiência no atendimento, execução de obras sem planejamento, além de reclamações sobre a qualidade da água distribuída no município.
De acordo com o vereador, a situação tem gerado grande insatisfação entre os moradores de Tenente Portela. “Diversas reclamações estão chegando sobre problemas relacionados à água, valores elevados nas contas, deficiência no atendimento e até mau cheiro na água. A CPI foi instaurada justamente para apurar essas situações e buscar uma resolução para a comunidade”, afirmou Filipin.
Para a abertura da comissão, o edil buscou apoio entre os parlamentares da Câmara Municipal. O requerimento contou com as assinaturas dos vereadores Elisangela Berghetti, Mauro José Ludwig e Luisa Silva Barth. Após a instalação oficial da CPI, também foram definidos os integrantes responsáveis pela condução dos trabalhos.
Filipin assumiu a presidência da comissão. O vereador Itomar Ortolan foi escolhido como vice-presidente, enquanto a vereadora Elisangela Berghetti ficou responsável pela relatoria da CPI. A primeira reunião da comissão ocorreu na quinta-feira, dia 14, quando também foi definido o cronograma inicial dos trabalhos.
Conforme o presidente da CPI, já na próxima reunião deverão ser apresentados requerimentos e iniciadas as convocações de pessoas e órgãos que serão ouvidos durante as investigações. A expectativa é reunir documentos, ouvir moradores e solicitar esclarecimentos da concessionária sobre os serviços prestados no município.
A criação da CPI ocorre após a audiência pública promovida recentemente em Tenente Portela para discutir os problemas relacionados à Aegea/Corsan. O encontro reuniu lideranças regionais, comunidade e representantes políticos, além de encaminhar demandas à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Durante a audiência pública, moradores relataram problemas relacionados à prestação do serviço, fiscalização do contrato, qualidade da água e impactos causados pela atuação da empresa. Segundo Luciano Filipin, a situação não é exclusiva de Tenente Portela, mas afeta diversos municípios gaúchos. Ainda assim, ele ressaltou que a prioridade da CPI será defender os interesses da população portelense.
“A nossa reivindicação é a reivindicação da comunidade de Tenente Portela. Estamos buscando uma solução para entregar à população uma água de mais qualidade e garantir um serviço adequado para todos”, destacou o vereador.

Além da CPI local, entidades regionais como a Associação dos Municípios da Região Celeiro (Amuceleiro) e a Associação das Câmaras Municipais da Região Celeiro (Acamrece) também articulam novos debates regionais sobre os serviços da Aegea/Corsan, envolvendo municípios da região Celeiro e lideranças estaduais.
Folha Popular
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