
De Olho na IdeiaPor: Felipe J. dos Santos
O Domo de Ferro de Israel não era tudo isso que a mídia ocidental declarava. Em poucos dias de guerra, já começaram a racionar mísseis e prever que, em duas semanas, o sistema de defesa começaria a ficar comprometido. Os Estados Unidos já estão declarando a possível ajuda a Israel, focando em uma ampliação da guerra contra o Irã.
A Terceira Guerra pode ter sido estimulada no dia 12 de junho de 2025. Não se pode dizer que já não havia indícios de um conflito maior. O surgimento dos BRICS, a desaceleração da economia norte-americana, a guerra da Ucrânia e a ineficiência dos embargos do Ocidente contra os russos, além do crescimento da economia da China — tudo isso, somado às instabilidades na Europa, já eram indícios claros de uma reorganização geopolítica.
O ataque de Israel contra o Irã foi bastante comentado por estrategistas políticos e econômicos. Muitos dizem que era necessário, que o Irã estava prestes a produzir a bomba atômica; outros dizem que foi um erro estratégico, e que a atitude foi mais um gesto de desespero para se manter no poder do que um verdadeiro comprometimento com a causa dos judeus.
O fato perceptível em tudo isso é que Israel está tendo sua imagem global abalada e sua credibilidade contestada. Israel, depois do Holocausto, foi vista como uma vítima da história, com direito à sua própria pátria e terras para prosperar. Até aí, a população mundial sempre esteve ao seu lado.
Ocorre que quem comanda o Estado de Israel é um grupo chamado de sionistas, um grupo radical que se assemelha aos nazistas da Alemanha e aos fascistas da Itália. Esse grupo faz com os palestinos o mesmo que os nazistas faziam com os judeus, repetindo a história de massacres, torturas e injustiças que os próprios judeus sofreram.
Nem todos os judeus são sionistas, mas todos os sionistas são judeus. Netanyahu é aliado do sionismo e, além disso, tem conexão com grupos radicais de judeus ortodoxos, o que torna seu governo mais autoritário e intransigente.
A guerra contra o Irã parece ser uma forma de tentar manter a coesão interna do país, sendo a última fronteira. Os líderes de Israel estão, de certa forma, colocando em risco toda uma população civil e a própria história do povo judeu, para manter um governo que já tinha altos índices de rejeição interna e, agora, passa a ter os mesmos índices de rejeição externa.
A questão que fica para o debate passa por uma dúvida que a maioria dos jornalistas e analistas de geopolítica estão se fazendo: Rússia, Coreia do Norte e China deixarão o Irã cair se os Estados Unidos entrarem nessa guerra?
Se analisarmos friamente, Israel é o cone de recepção das forças do Ocidente e da velha hegemonia mundial, enquanto o Irã, membro dos BRICS, pode ser a canalização de forças do grupo asiático.
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