Sicoob
Rádio Municipal
Unimed
Meganet
Lazzaretti
F&J Santos
Hospital Santo Antonio
Sala
Mercado do povo
Niederle
Portela FM
Ponto Grill
Vento Sul
Tarzan
APPATA
Pizzaria Alcapone
Mecânica Jaime
Sicredi
Fitness
Coluna

Armas nucleares

Coluna

Visão de Fé

Visão de FéPor: Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocese de Frederico Westphalen

08/08/2025 10h03
Por: Júlio Santos
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nos dias 6 e 9 de agosto, recordaram-se os 80 anos dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, cidades do Japão que foram destruídas com o lançamento de duas bombas atômicas. Essas duas bombas causaram a morte de cerca de 240 mil pessoas, metade delas no primeiro dia. No mundo inteiro, esse fatídico evento foi lembrado com muita preocupação.

O Papa Leão XIV, na audiência geral de 6 de agosto, elevou uma oração pelos que sofreram os efeitos físicos, psicológicos e sociais desse acontecimento. Também disse: "Apesar da passagem dos anos, esses trágicos acontecimentos servem como alerta universal contra a devastação causada pelas guerras, e em particular, pelas armas nucleares. Espero que, no mundo contemporâneo, marcado por fortes tensões e conflitos sangrentos, a ilusória segurança baseada na ameaça da destruição recíproca dê lugar aos instrumentos da justiça, à prática do diálogo, à confiança e à fraternidade."

Em uma carta redigida para este aniversário, o Papa retoma a expressão de seu predecessor, Papa Francisco: "A guerra é sempre uma derrota da humanidade."

Nós, seres humanos, temos o poder de potencializar nossas capacidades e suprir nossas limitações. Conseguimos ver muito mais longe do que nossos olhos permitem: temos imagens do espaço a bilhões de anos-luz, bem como o rastro das partículas subatômicas; aumentamos a velocidade de nossas pernas, entre outras milhares de coisas que já fazem parte do nosso cotidiano, muitas vezes sem percebermos seus significados.

Também potencializamos o que há de pior dentro de nós. As armas, especialmente as de guerra, se enquadram nessa categoria. Em qualquer guerra bélica, a humanidade já foi derrotada; a herança animal, irracional e fria, sem sentimentos, foi o que venceu.

A fé cristã entende que, em nós, sempre permanece a tendência para o mal. Por isso, devemos estar atentos e nos construir para o bem. Neste Ano Santo, temos uma possibilidade maior de conversão e vivência do Evangelho.

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários