A apreensão de produtos de origem animal sem inspeção sanitária ou em condições inadequadas para o consumo humano, registrada recentemente em diversas regiões do Brasil, reacende o alerta sobre os riscos à saúde pública e a necessidade de fiscalização contínua.
Diante desse cenário, o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), vinculado à Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Tenente Portela, vem se organizando para intensificar ações de combate ao comércio clandestino de produtos de origem animal ao longo de 2026.
Operações conduzidas por órgãos de fiscalização em estados como Amazonas, Distrito Federal e São Paulo resultaram na apreensão de toneladas de carnes e derivados sem procedência comprovada, fora do prazo de validade ou armazenados em condições irregulares.
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que, apenas em 2024, mais de uma centena de processos administrativos foram instaurados por infrações relacionadas à comercialização de alimentos, incluindo produtos de origem animal sem registro ou inspeção adequada.
Especialistas alertam que a falta de controle sanitário pode resultar na transmissão de doenças graves, especialmente em grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças.
Em Tenente Portela, o Serviço de Inspeção Municipal atua de forma preventiva e orientativa, mas prepara uma série de ações mais amplas para o próximo ano. As medidas incluem fiscalizações em açougues, mercados e estabelecimentos que comercializam carnes in natura e produtos temperados, como coração, coxinha e tulipa, além da verificação de alvarás, registros sanitários, condições de higiene e procedência das carnes.
Segundo o coordenador do Serviço de Inspeção Municipal, Mário Roberto Andres, o trabalho busca garantir segurança alimentar à população.
“O nosso objetivo é proteger a saúde do consumidor. O Serviço de Inspeção Municipal está se empenhando para coibir o comércio de produtos clandestinos de origem animal e garantir que os alimentos comercializados no município tenham procedência, qualidade e estejam dentro das normas sanitárias. Já estamos organizando várias ações que serão desenvolvidas ao longo de 2026”, destacou.
Além da atuação dos órgãos públicos, a conscientização do consumidor é apontada como fator decisivo no combate à clandestinidade. Muitas vezes, o preço mais baixo leva à compra de produtos sem inspeção, sem que se considere o risco envolvido.
A fiscalização busca justamente retirar do comércio produtos que possam causar doenças e, ao mesmo tempo, orientar comerciantes sobre a necessidade de cumprir as exigências legais. A integração entre vigilância sanitária, serviços de inspeção e demais órgãos públicos é considerada fundamental para garantir alimentos seguros à mesa da população.
Folha Popular
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