Porto Alegre segue ocupando posição de destaque negativo no cenário nacional do HIV e da Aids. Dados do Panorama 2025, elaborado pelo Gapa-RS e pelo Fórum ONG Aids RS a partir de informações do Ministério da Saúde, indicam que a capital gaúcha apresenta algumas das maiores taxas do país em detecção do HIV, casos de Aids, mortalidade e infecção em gestantes.
A taxa de detecção de HIV em Porto Alegre é de 42,5 casos por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional. No caso da Aids, o índice chega a 52,6 casos por 100 mil habitantes, quase três vezes acima da média brasileira. A capital também lidera o ranking de mortalidade entre as capitais, com 12 óbitos por 100 mil habitantes.
O cenário é especialmente preocupante entre gestantes e crianças. Porto Alegre registra 14,9 casos de HIV por mil nascidos vivos — quase cinco vezes a média nacional — e 6,1 casos em crianças menores de cinco anos, indicador ligado à transmissão vertical.
Diante desse contexto, foi instalada em dezembro de 2025, na Câmara Municipal, a Frente de Políticas de Enfrentamento ao HIV, Aids, hepatites virais, ISTs e tuberculose. A iniciativa busca articular poder público e sociedade civil para fortalecer políticas de prevenção, diagnóstico e tratamento, além de enfrentar as desigualdades sociais associadas à epidemia.
Segundo especialistas e movimentos sociais, os dados reforçam que o avanço do HIV e da Aids está diretamente relacionado a fatores como pobreza, racismo estrutural, baixa escolaridade e exclusão social, exigindo respostas integradas que vão além da área da saúde.
Folha Popular: Com informações do Brasil de Fato


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