O projeto da ponte internacional sobre o Rio Uruguai, ligando os municípios de Barra do Guarita (RS) e Itapiranga (SC), segue avançando e entra em uma etapa decisiva em 2026. O tema foi abordado nesta semana durante entrevista do coordenador do Movimento Pró-Ponte, Rodrigo Locatelli, que apresentou um panorama atualizado sobre o andamento da obra, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura da região.
Segundo Locatelli, o projeto executivo da ponte já está concluído e inserido no Orçamento da União, com rubrica específica destinada à obra. Além disso, a iniciativa conta com emenda parlamentar de R$ 35 milhões da bancada de Santa Catarina e com o compromisso do Ministério dos Transportes, que deverá aportar novos recursos. O investimento total previsto gira entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões, incluindo a construção da ponte e dos acessos viários em ambos os estados.
De acordo com o coordenador, a expectativa é de que o processo licitatório seja lançado ainda no primeiro semestre de 2026, embora se trate de uma licitação de grande porte, sujeita a trâmites técnicos e eventuais questionamentos jurídicos. Ainda assim, o Movimento Pró-Ponte trabalha com um cenário otimista, projetando a emissão da ordem de serviço no segundo semestre do ano.
Outro ponto fundamental destacado é o avanço do licenciamento ambiental. Equipes técnicas já estão atuando em áreas de Itapiranga e Barra do Guarita, realizando visitas e medições necessárias para a liberação da licença. Locatelli reforça que os trabalhos não envolvem intervenções nas propriedades nem qualquer tipo de cobrança aos proprietários, tratando-se apenas de procedimentos técnicos exigidos por lei.
O local previsto para a construção da ponte fica cerca de dois quilômetros e meio abaixo dos centros urbanos de Barra do Guarita e Itapiranga. No Rio Grande do Sul, o acesso ocorrerá pela comunidade de Jabuticaba, com ligação à BR-163, enquanto em Santa Catarina o trajeto passará pela Linha Baú, conectando-se à malha viária local. A previsão é de que, após iniciada, a obra tenha duração aproximada de três anos.
Para o coordenador, a ponte representa um divisor de águas para o desenvolvimento regional, ao garantir travessia segura, reduzir riscos hoje existentes com o transporte fluvial e criar uma nova rota logística, impulsionando a economia, o comércio, a indústria e a geração de empregos. “É um sonho coletivo que começa a se tornar realidade, fruto de anos de articulação, união de esforços e apoio institucional”, destacou Locatelli.
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