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Educação

Ato de alunos da USP cobra diálogo com reitoria

Reitoria da universidade informou ter criado comissão de diálogo

13/05/2026 21h48
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Brasil
© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil
© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil

Os estudantes da Universidade de São Paulo realizaram um novo ato na noite desta quarta-feira (13) na região central da capital paulista para pedir diálogo com a reitoria da universidade.

Os universitários estão em greve, há quase um mês, e cobram reforço das políticas de permanência estudantil, fim da terceirização dos restaurantes universitários, diálogo permanente sobre a gestão dos espaços estudantis, priorização da educação e fim dos cortes no orçamento da universidade.

“O que a gente está construindo é uma greve pacífica e a gente tem como perspectiva conseguir a mesa de negociação. A nossa luta tem sido basicamente por melhoria das qualidades de ensino, principalmente nas questões de permanência da universidade. As pautas estão se somando [às mobilizações em outras universidades e dos professores municipais] contra o projeto de privatização do serviço público e da precarização do estudo e da educação como um todo”, explicou o estudante Heitor Vinícius, do comando de greve do Diretório Central dos Estudantes da USP e aluno do curso de Ciências Sociais.

O movimento chegou a ocupar a reitoria, no campus da Cidade Universitária, na semana passada . O local foi reintegrado no último domingo e estudantes denunciaram abuso de força policial . Os protestos passaram a ser realizadas no centro da cidade, como o de hoje na Avenida Paulista até a Praça Roosevelt.

Procurada pela Agência Brasil, a reitoria da USP informou que instituiu, hoje, uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional, “com o objetivo de promover a abertura de um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil”.

Segundo a universidade, a primeira reunião da Comissão será agendada em breve.

A mobilização dos estudantes contou com o apoio de professores municipais, que também protestam por reajuste salarial, e de parlamentares de partidos de esquerda.

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