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Câmara

Motta afirma que projeto sobre fim da escala 6x1 será votado para destravar pauta da Câmara

Presidente defendeu ainda a votação de propostas como a regulamentação da inteligência artificial e a criminalização da misoginia

16/06/2026 17h08
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Câmara
Acervo Câmara dos Deputados
Acervo Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que, mesmo que o governo não retire a urgência da proposta que regulamenta o fim da escala 6x1 e a jornada de 40 horas semanais, o texto será votado hoje no Plenário. Segundo Motta, o Palácio do Planalto informou que retiraria a urgência, mas, oficialmente, o pedido não chegou à Câmara. Ele quer votar o mesmo texto aprovado na PEC para que a proposta siga para o Senado.

O presidente defendeu a aprovação de outras propostas, como a que regulamenta a inteligência artificial, o projeto que criminaliza a misoginia e o que aumenta o faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs).

“Recebemos a informação de que a urgência seria retirada e que, com isso, conseguiríamos desobstruir a pauta. Como já aprovamos a proposta, entendemos que cumprimos a nossa missão. Agora, cabe ao Senado apreciar e aprovar a matéria. Se for necessário reapresentar o mesmo texto por meio de um projeto de lei, estamos dispostos a fazê-lo, porque queremos votar matérias importantes para o país”, afirmou o presidente em entrevista coletiva ao chegar à Câmara para comandar a reunião de líderes.

Investigações
Motta foi questionado por jornalistas sobre a informação de que o banqueiro Daniel Vorcaro havia pago diárias para o parlamentar em um evento em Lisboa, em 2024. Motta se disse tranquilo e afirmou que os órgãos de fiscalização estão trabalhando.

“Tenho muita tranquilidade e defendo que as investigações possam ocorrer da forma mais isenta possível. Sempre defendi o pleno exercício da atividade parlamentar e conduzo a Presidência da Câmara com esse mesmo senso de responsabilidade. Por isso, essas colocações e eventuais vazamentos não me preocupam”, disse o presidente.

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