Tenho observado bastante os movimentos políticos que acontecem no cenário brasileiro e mundial. Não como antigamente, quando tinha um viés ideológico bem definido e fazia parte de um “grupo de torcedores” dessa ou daquela corrente política ou dessa e daquela linha ideológica.
Hoje vejo a política como um instrumento de qualificação da sociedade que vai além de disputas eleitorais e se constrói, principalmente, fora do período de eleição.
O período eleitoral é o período da mentira, da sedução e da apresentação de fantasias e argumentos mágicos para seduzir um eleitorado que passa muitos anos no limbo, sem informação e sem participação.
A verdadeira política acontece no dia a dia, nas atitudes de cada deputado federal, estadual ou vereador, em defesa da soberania nacional, da cultura e da economia regionais ou das demandas municipais.
Países, Estados ou Municípios são construídos e desenvolvidos por representantes de qualidade quando o povo é de qualidade, principalmente quando os “eleitores” adquirem qualidades e discernimento para elegerem seus candidatos.
Por isso tenho realizado esforços para politizar os cidadãos de todos os partidos, de todos os matizes ideológicos, no sentido de que o interesse público volte a ser o debate da política e essa “briga de gangues” pare de prejudicar o desenvolvimento administrativo do país.
Mas a luta pela politização ainda é muito incipiente e a população está bastante longe da compreensão da importância de “perder ou ganhar” um tempo pensando sobre esse assunto.
A última pesquisa da Quest, independentemente dos resultados apresentados para os cargos públicos traz uma informação preocupante quando indica que 62% dos eleitores ainda estão indecisos. Isso demonstra que mais de dois terços dos gaúchos não se importam com os rumos de seu Estado e estão longe de entender o que é colocado em jogo no tabuleiro do poder há cada 4 anos.
Mais hora menos hora, vamos ter que começar a olhar para além da superfície, pararmos de nos contentar com ilusões vendidas de tempos em tempos, começarmos a perceber que um representante não pode ser um simples bufão, um gritão, um rebelde sem propósito e também não pode ser um hipócrita que ilude e se apresenta com uma máscara de boa intenção mas, na realidade, tirará essa máscara na primeira oportunidade.
Afinal, como diria Sêneca, “Não há vento favorável para quem não sabe para onde o vento vai”.
Sensação
Vento
Umidade