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Projeto cria estratégia para ampliar papel do Brasil em fóruns sobre mudanças climáticas

A Câmara dos Deputados está discutindo o assunto

05/06/2025 16h01
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Câmara
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 4832/24 cria uma estratégia para ampliar a participação e a liderança do Brasil em fóruns internacionais sobre mudanças climáticas. A Câmara dos Deputados analisa a proposta.

Para orientar o esforço diplomático do País em relação ao clima, o texto propõe:

  • metas para a participação ativa do Brasil em conferências, acordos e organismos internacionais;
  • incentivos a parcerias internacionais para a captação de recursos financeiros, tecnológicos e humanos voltados à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável;
  • cooperação em ciência e tecnologia para a transição energética e a proteção de biomas, buscando protagonismo global na preservação da biodiversidade e no combate ao desmatamento, especialmente na Amazônia;
  • programas de intercâmbio e capacitação de profissionais para atuar na diplomacia climática;
  • incentivos para a participação do setor privado em iniciativas globais voltadas à economia de baixo carbono; entre outros.

Autor da proposta, o deputado Max Lemos (PDT-RJ) afirma que o projeto tem como foco parcerias estratégicas e a captação de recursos para o desenvolvimento sustentável, com foco na proteção da Amazônia e em tecnologias verdes.

“A preservação dos biomas brasileiros, em especial da Amazônia, é fundamental não apenas para o País, mas para a estabilidade climática global. Este projeto de lei reforça o compromisso do Brasil com as agendas internacionais de sustentabilidade”, diz Lemos.

Para custear a nova estratégia, o texto prevê a destinação de recursos orçamentários específicos para programas de diplomacia climática e a criação de uma unidade especializada no Ministério das Relações Exteriores para coordenar a agenda climática internacional.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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