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Sem prazo para concluir limpeza na zona norte, DMLU diz que novo contrato agiliza remoção de entulhos

Sem prazo para concluir limpeza na zona norte, DMLU diz que novo contrato agiliza remoção de entulhos

26/06/2024 11h12Atualizado há 2 anos
Por: Júlio Santos
O recolhimento de resíduos sólidos provenientes da enchente que estão alocados nos terrenos de bota-espera foi iniciado pela empresa MCT Transportes nesta segunda-feira, 24 | Foto: Isabelle Rieger/Sul21
O recolhimento de resíduos sólidos provenientes da enchente que estão alocados nos terrenos de bota-espera foi iniciado pela empresa MCT Transportes nesta segunda-feira, 24 | Foto: Isabelle Rieger/Sul21

Sul 21 - Quem passa pelos bairros Humaitá, Navegantes, Sarandi e Arquipélago — composto pelas ilhas de Porto Alegre –, na zona norte da Capital, ainda pode encontrar pilhas de entulhos e outros resíduos das enchentes que atingiram a cidade de maio ao início de junho. Responsável por fazer a gestão do processo de limpeza, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) acredita que a entrada em vigor, nesta segunda-feira (24), da contratação de uma empresa responsável por fazer o transporte desse material para um aterro sanitário em Gravataí deve agilizar a limpeza da cidade, mas não há prazo para conclusão deste trabalho.

Durante a manhã desta terça-feira (25), a reportagem do Sul21 esteve na zona norte e acompanhou o segundo dia de trabalho da empresa MCT Transportes, que foi contratada para levar para o aterro de Gravataí os entulhos que estão acumulados em três terrenos, espaços chamados de bota-espera, na Av. Voluntários da Pátria, 3522, na Av. Voluntários da Pátria esquina com a rua Seis e na Av. Loureiro da Silva, nas proximidades da Receita Federal. No primeiro desses terrenos, visitado pela reportagem, era possível ver máquinas carregando e descarregando caminhões com os entulhos.

Na vizinhança, era possível ver ainda alguns locais com entulho acumulado e mesmo pontos de alagamentos. Proprietário da loja Emafer Ferramentas, Rubeson Nunes explica que há muitos comércios da região que ainda não concluíram o trabalho de limpeza e, portanto, ainda possuem resíduos contaminados pelas enchentes — chamados de inertes — que precisam ser colocados na rua. Ele, no entanto, precisava reabrir o seu comércio, que ficou fechado entre os dias 2 e 25 de maio. “Lá nos fundos [da loja], tá tudo sujo. Limpamos só a frente para atender o cliente. O meu drama é esse: eu tinha que ver a rua limpa. Em algum lugar, eles têm que colocar esse lixo”, diz.

Bota-espera na Av. Voluntários da Pátria, 3522. Foto: Isabelle Rieger/Sul21

Em conversa com o Sul21, o Diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker diz que, no momento, tem adotado a cautela em divulgar dois indicadores referentes ao processo de limpeza da cidade após as enchentes: o volume máximo de resíduos que serão recolhidos das ruas e a data final do trabalho.

“Por quê? A zona norte foi a área que as águas baixaram por último. Os bairros passaram praticamente 45 dias completamente alagados. Baixando a água, nós entramos e nos deparamos, inclusive, com casas que caíram, casas que foram arrastadas pelas correntezas das águas. Então, é um volume muito grande de resíduos ali do bairro Sarandi e também do Arquipélago, ali na Ilhas. Com a força das águas, temos ali casas com dois metros de altura de areia, então nós estamos trabalhando ali, o DMLU junto com a Marinha do Brasil, para fazer o recolhimento desses resíduos”, diz.

Além disso, Hundertmarker destaca justamente o problema de muitos resíduos continuarem sendo descartados. “Na zona norte, [ainda tem] muito entulho, muita madeira das casas, muito material de construção e, claro, respeitando o tempo das pessoas. Muitas pessoas voltaram de casas de familiares, voltaram de viagens e voltaram também dos abrigos, onde a Prefeitura acompanhou e fez o acolhimento durante esses mais de 40 dias”, diz.

Área ainda permanece com ponto de alagamento na região da Voluntários da Pátria | Foto: Isabelle Rieger/Sul21

Por outro lado, ele afirma que a entrada em vigor do contrato com a MCT Transportes, com a retirada do atual contingente de resíduos que estão nos três bota-espera que ela está operando, irá permitir agilizar o trabalho de limpeza.

“Isso vai contribuir, porque, fazendo essa limpeza, nós já estamos desafogando também essas áreas. Então, essa é a nossa prioridade neste momento. É de trabalhar lá na zona norte, com mais rapidez, com mais agilidade. Inclusive, neste final de semana, sábado e domingo, nós trabalhamos ali no bairro Sarandi e também no Humaitá na limpeza dessas áreas”, diz.

A MCT Transportes tem até 45 dias para a conclusão das limpezas dos três bota-espera, mas a expectativa do DMLU é de que ela conclua o serviço antes. O trabalho, contudo, deveria ter sido iniciado anteriormente, uma vez que a primeira empresa anunciada como vencedora do edital para atender esses três lotes acabou desistindo de prestar o serviço.

Hundertmarker explica ainda que a cidade chegou a ter nove bota-espera, mas que eles foram gradativamente sendo fechados à medida que a limpeza da cidade foi avançando. “Nós tivemos um bota-espera na frente do Gasômetro que serviu muito para receber os resíduos da zona central de Porto Alegre, Centro Histórico e Cidade Baixa. Ali, já não tem mais finalidade, nós já limpamos e já entregamos aquela área. Esse final de semana, nós fizemos alguma raspagem ali e também varremos o que tinha sobrado de pouco, então ali é uma área que nós já entregamos. Foi o primeiro bota-espera a ser entregue”, diz.

Foto: Isabelle Rieger/Sul21

Foto: Isabelle Rieger/Sul21

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Foto: Isabelle Rieger/Sul21

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