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País

Moraes: “País quase voltou a uma ditadura porque grupo político não sabe perder eleições”

Ministro destacou que a organização criminosa mantinha contato com os líderes desses acampamentos através do general Braga Netto

09/09/2025 14h35
Por: Júlio Santos
Fonte: Correio do Povo
Moraes enfatizou a importância da alternância de poder | Foto: Rosinei Coutinho / STF
Moraes enfatizou a importância da alternância de poder | Foto: Rosinei Coutinho / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, fez um forte pronunciamento nesta terça-feira (9), afirmando que o Brasil quase retornou a uma ditadura de 20 anos porque "uma organização criminosa, constituída por um grupo político, não sabe perder eleições". A declaração, feita durante o julgamento do 8 de Janeiro, foi uma crítica direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

Moraes enfatizou a importância da alternância de poder, um princípio fundamental da democracia. "Quem perde, vira oposição e disputa as próximas eleições. Quem ganha, assume e tenta se manter... pelo voto popular", disse o ministro. Ele contrastou essa prática democrática com as ações da "organização criminosa" que, segundo ele, tentou se manter no poder usando "órgãos do Estado, coagindo, ameaçando gravemente, deslegitimando o poder judiciário... e a Justiça Eleitoral".

Conexão entre acampamentos e a trama golpista

Moraes também mencionou os acampamentos montados em frente aos quartéis do Exército, onde os apoiadores de Bolsonaro pediam a volta da ditadura. O ministro destacou que a organização criminosa mantinha contato com os líderes desses acampamentos através do general Braga Netto.

Para o ministro, o vídeo em que Braga Netto diz aos apoiadores para "não percam a fé" é uma "clara confissão de unidade de desígnios para a prática da tentativa de golpe militar do dia 8 de janeiro de 2023". Moraes reafirmou que as ações dos réus, que incluíram a invasão e a depredação da sede dos Três Poderes, não representam um Estado Democrático de Direito.

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