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Meio Ambiente

Operação conjunta combate intervenções irregulares no Parque Estadual do Rio Vermelho

Fotos: Divulgação/IMAO Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) realizou, nesta quarta-feira, 28, uma operação conjunta com a Polícia Mil...

28/01/2026 18h53
Por: Júlio Santos
Fonte: Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Fotos: Divulgação/IMA

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) realizou, nesta quarta-feira, 28, uma operação conjunta com a Polícia Militar Ambiental (PMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) para fiscalizar intervenções irregulares no Parque Estadual do Rio Vermelho (PAERVE), no Norte da Ilha de Santa Catarina.

A força-tarefa teve como objetivo apurar a supressão irregular de vegetação e o descumprimento de embargos administrativos relacionados a intervenções atribuídas à Associação dos Remanescentes do Quilombo Vidal Martins (ARQVIMA) e à empresa AP Agro Florestal, em área de Unidade de Conservação Estadual.

Antes das vistorias em campo, os órgãos participaram de uma reunião técnica de alinhamento, na qual foi apresentado o histórico de ocupações e conflitos territoriais na área desde a década de 1960, além da contextualização do caso envolvendo a comunidade quilombola a partir de 2013.

Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Na ocasião, foi reiterada a negativa ao Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), em razão de falhas técnicas, como a ausência de inventário de espécies nativas e de rastreabilidade quanto ao destino da madeira extraída. Além disso, foi destacado que o embargo vigente incide sobre a totalidade da área do parque, tornando ilegal qualquer intervenção física ou supressão de vegetação.

Durante a fiscalização em campo, as equipes utilizaram drones para monitoramento aéreo e identificaram uma clareira de aproximadamente oito hectares decorrente de supressão vegetal irregular. As análises ambientais também constataram impactos sobre o sub-bosque nas áreas de Pinus, onde há elevada diversidade biológica. As informações técnicas coletadas subsidiarão procedimentos administrativos e investigações sobre possíveis crimes ambientais e contra a fé pública, incluindo o uso indevido de selo do órgão ambiental federal.

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