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Leite lança Projeto Reflora para reintroduzir mais de 6 mil mudas de espécies florestais nativas no RS

O governador Eduardo Leite assinou, nesta sexta-feira (28/3), no Palácio Piratini, o lançamento do Projeto Reflora, cujo objetivo é recuperar a flo...

28/03/2025 21h47
Por: Júlio Santos
Fonte: Secom RS
Estado estabeleceu parcerias para acelerar processo que beneficiará o meio ambiente -Foto: Vitor Rosa/Secom
Estado estabeleceu parcerias para acelerar processo que beneficiará o meio ambiente -Foto: Vitor Rosa/Secom

O governador Eduardo Leite assinou, nesta sexta-feira (28/3), no Palácio Piratini, o lançamento do Projeto Reflora, cujo objetivo é recuperar a flora nativa do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes de maio de 2024. A iniciativa do governo é realizada por meio das secretarias da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), em conjunto com a CMPC, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e diversas instituições de ensino públicas e privadas do RS.

Mais de 6 mil mudas de 30 espécies florestais nativas do Rio Grande do Sul, dos biomas Pampa e Mata Atlântica, vão ser plantadas no Estado. O projeto deve durar três anos, e os principais passos serão: coleta de DNA em campo para as mudas, enxertia, florescimento das mudas e plantio nas principais regiões atingidas pelas enchentes.

"A sociedade gaúcha precisa reforçar um compromisso coletivo com a preservação ambiental. O projeto vai nos ajudar a resgatar o DNA da nossa flora nativa. É um pacto que firmamos com as futuras gerações de gaúchos”, destacou Leite. “A importância da preservação da riqueza ambiental precisa ser compreendida por todos. A parceria entre governo, empresas e academia demonstra que a responsabilidade com o meio ambiente é da sociedade em geral e transcende mandatos ou gestões.”

As mudas serão produzidas no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), de Santa Maria, que pertence à Seapi; no Jardim Botânico de Porto Alegre, gerido pela Sema; e em viveiros e hortos da CMPC. O processo será realizado ainda em outros viveiros de instituições parceiras do projeto. As mudas vão levar entre cinco e oito anos para florescer após o plantio. O tempo normal é de 20 a 30 anos, mas a tecnologia da UFV aplicada no projeto irá acelerar o processo.

O investimento é de R$ 7,5 milhões, sendo R$ 2,86 milhões da CMPC, R$ 2,34 milhões da Embrapii e R$ 2,30 milhões de contrapartida econômica da UFV. Os recursos serão aplicados no custeio de estruturas físicas (como casas de vegetação e estruturas de fertirrigação), serviços terceirizados de coleta de propágulos vegetativos (estruturas que se desprendem de uma planta adulta e dão origem a uma nova planta), compra de insumos e bolsas de pesquisa.

"É um pacto que firmamos com as futuras gerações de gaúchos", frisou o governador -Foto: Vitor Rosa/Secom

“A determinação do governador, dentro das iniciativas do Plano Rio Grande, era achar soluções, com tecnologia e inovação, para que pudéssemos acelerar o processo de recuperação. Teremos a chance de deixar no Rio Grande do Sul uma marca de genética e de tecnologia que acelera a floração de mudas nativas para recuperar o ecossistema de todas as regiões que foram afetadas. É um projeto audacioso, e vamos buscar cada vez mais parceiros”, ressaltou o titular da Seapi, Clair Kuhn.

“No Estado, temos 50 viveiros que produzem essas mudas, entre eles o Jardim Botânico, que estará inserido nesse grande projeto. Como engenheira florestal, parabenizo todos os envolvidos por essa iniciativa”, ressaltou a titular da Sema, Marjorie Kauffmann.

Além da produção e do plantio de mudas, entre os objetivos do projeto estão a transferência de tecnologia da UFV para instituições de ensino públicas e privadas do Rio Grande do Sul interessadas em recuperação ambiental, a formação de pomares de sementes de mudas visando aumentar a oferta de sementes em quantidade e qualidade e a produção de um manual técnico sobre resgate de DNA e indução de florescimento em espécies nativas.

Sobre a tecnologia

A tecnologia desenvolvida pela UFV prevê o resgate de ramos de árvores saudáveis e a enxertia, com o florescimento precoce de novas mudas. No primeiro ano, será realizada a identificação das árvores danificadas, o mapeamento da localização das espécies e a produção de porta-enxertos. No segundo, ocorrerá a coleta do material genético e o início do processo de enxertia e de desenvolvimento de mudas. Por fim, no terceiro ano será realizado o plantio das mudas.

O reitor da UFV, Demetrius da Silva, explicou que a tecnologia é patenteada pela universidade, mas que o núcleo de inovação tecnológica renunciou à patente durante todo o período de realização do projeto em prol do Rio Grande do Sul. “A parceria iniciou-se por mérito do governo do Estado, e não tenho dúvida de que, com o Reflora, o Rio Grande do Sul consolidará sua posição de destaque em nível nacional. Estamos dispostos a atuar em parceria no que for necessário”, frisou.

A tecnologia tem sido empregada na recuperação ambiental de áreas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais. Outro local em que a técnica de resgate de DNA está sendo usada é na área da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, onde houve muita perda florestal.

Texto: Maria Alice Lussani/Ascom Seapi
Edição: Felipe Borges/Secom

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