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Estado

Secretaria de Saúde confirma 1ª morte por chikungunya na história do RS

Morte de morador de Carazinho reforça alerta para doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti

04/04/2025 14h19
Por: Júlio Santos
Fonte: Sul21
Foto: Divulgação/SES
Foto: Divulgação/SES

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) confirmou nesta sexta-feira (4) o segundo óbito por dengue no ano no Rio Grande do Sul, em Cachoeira do Sul, e a primeira morte confirmada por chikungunya no Estado em toda série histórica, em Carazinho. Diante das confirmações, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) reforçou o alerta para as duas doenças, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, sobre a importância da eliminação de locais com água parada, onde o inseto se reproduz.

O óbito por chikungunya é de um homem de 68 anos, com comorbidades, residente de Carazinho. Essa é a primeira morte confirmada no Rio Grande do Sul em razão da doença.

O Cevs já havia emitido no último mês alertas epidemiológicos a respeito da confirmação de casos autóctones da doença no Estado. Em 21 de março, quando foram confirmados os primeiros casos em Carazinho, e em 31 de março, quando também foram identificados casos na cidade de Salvador das Missões. No ano, são 107 casos confirmados de chikungunya no RS, sendo 93 autóctones (88 em Carazinho e 5 em Salvador das Missões).

Já a segunda morte por dengue no RS este ano, ocorrida em 26 de março, é de uma idosa de 83 anos, com comorbidades, de Cachoeira do Sul. O outro caso de fatalidade pela doença em 2025 havia sido de uma mulher de 59 anos, com comorbidades, de Porto Alegre, registrada em 15 de março. No ano, o Rio Grande do Sul já registrou 4.703 casos da doença (4.159 autóctones, quando ocorridos dentro do Estado, sem histórico de viagem).

Em 2024, o Estado registrou 208 mil casos de dengue, sendo 172 mil deles autóctones e confirmados ao todo 281 óbitos. Considerando o mesmo período do ano (primeiras 14 semanas) foram 90.606 casos no ano passado.

Sintomas

A dengue e a chikungunya são doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por artrópodes (como insetos e aranhas). No Brasil, as duas (além do zika vírus) são transmitidas pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares, náuseas, manchas vermelhas pelo corpo e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno.

A chikungunya possui sintomas semelhantes à dengue. Além da febre de início súbito, é considerado um caso suspeito o indivíduo que também apresentar dor nas articulações (artralgia ou artrite intensa) de início agudo, não explicada por outras condições, residente em (ou que tenha visitado) áreas com transmissão até duas semanas antes de começar os sintomas, ou que tenha vínculo epidemiológico com caso confirmado.

Prevenção

Medidas de prevenção à proliferação e circulação do Aedes aegypti, com a limpeza e revisão das áreas interna e externa das residências ou apartamentos e eliminação dos objetos com água parada, são ações que impedem o mosquito de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática. O uso de repelente também é recomendado para maior proteção individual.

As principais medidas para eliminar a formação de criadouros do mosquito são:

– Manter as caixas-d’água bem vedadas e com tela

– Lavar com água e escova, esponja ou bucha, e manter tonéis, galões ou depósitos de água bem fechados

– Evitar utilizar pratos nas plantas ou, se desejar mantê-los, colocar areia até a borda dos pratos de plantas ou xaxins

– Limpar e remover folhas das calhas, deixando-as sempre limpas

– Retirar água acumulada das lajes

– Desentupir ralos e mantê-los fechados ou com telas

– Colocar areia ou massa em cacos de vidro de muros

– Lavar plantas que acumulam água, como as bromélias, duas vezes por semana

– Preencher com serragem, cimento ou areia, ocos das árvores e bambus

– Tratar a água da piscina com cloro e limpá-la uma vez por semana

– Retirar a água da bandeja externa da geladeira e lavar com escova, esponja ou bucha

– Lavar bem o suporte para garrafões de água mineral a cada troca

– Lavar vasilhas de animais com esponja ou bucha, sabão e água corrente uma vez por semana

– Manter aquários para peixes limpos e tampados ou telados

– Manter vasos sanitários limpos e deixar as tampas bem fechadas

– Guardar garrafas vazias e baldes de cabeça para baixo

– Jogar no lixo objetos que possam acumular água, como latas, tampas de garrafa, casca de ovo, copos descartáveis

– Manter a lixeira sempre bem tampada e os sacos plásticos bem fechados

– Fazer furos na parte inferior de lixeiras externas

– Descartar ou encaminhar para reciclagem os pneus velhos ou furá-los e guardá-los secos e em locais cobertos

– Em reservatórios de água abertos que não podem ser vedados, como cisternas e poços artesianos, recomenda-se cobrir com telas de malha fina

Vacinação

A vacina da dengue foi incorporada ao SUS no ano passado para o público de 10 a 14 anos que reside em localidades prioritárias, conforme critérios definidos a partir do cenário epidemiológico da doença ao longo dos últimos anos.

Confira a lista de municípios com vacinação contra a dengue no RS:

Alvorada

Araricá

Aratiba

Áurea

Barão de Cotegipe

Barra do Rio Azul

Benjamin Constant do Sul

Cachoeirinha

Campinas do Sul

Campo Bom

Candelária

Carlos Gomes

Centenário

Charrua

Cruzaltense

Dois Irmãos

Entre Rios do Sul

Erebango

Erechim

Erval Grande

Estação

Estância Velha

Faxinalzinho

Floriano Peixoto

Gaurama

Getúlio Vargas

Glorinha

Gramado Xavier

Gravataí

Herveiras

Ipiranga do Sul

Itatiba do Sul

Ivoti

Jacutinga

Lindolfo Collor

Marcelino Ramos

Mariano Moro

Mato Leitão

Morro Reuter

Nonoai

Nova Hartz

Novo Hamburgo

Pantano Grande

Passo do Sobrado

Paulo Bento

Ponte Preta

Portão

Porto Alegre

Presidente Lucena

Quatro Irmãos

Rio dos Índios

Rio Pardo

Santa Cruz do Sul

Santa Maria do Herval

São José do Hortêncio

São Leopoldo

São Valentim

Sapiranga

Severiano de Almeida

Sinimbu

Três Arroios

Vale do Sol

Vale Verde

Venâncio Aires

Vera Cruz

Viadutos

Viamão

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