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Jesus é a Luz do Mundo

Coluna

Visão de Fé

Visão de FéPor: Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocese de Frederico Westphalen

23/01/2026 09h33Atualizado há 8 meses
Por: Júlio Santos
Dom Antônio Carlos Rossi Keller - Bispo da Diocese de Frederico Westphalen. Foto: Divulgação
Dom Antônio Carlos Rossi Keller - Bispo da Diocese de Frederico Westphalen. Foto: Divulgação

Hoje, a Liturgia da Palavra convida os fiéis a contemplarem a vinda de Jesus como a grande luz que ilumina as trevas do mundo, chamando à conversão e à unidade no seguimento do seu Reino. Trata-se de um apelo para abandonar as sombras do egoísmo e das divisões, integrar-se plenamente a Cristo pela graça santificante e tornar-se pescador de homens, irradiando essa luz no cotidiano.

As leituras proclamadas reforçam como Deus cumpre suas promessas ao longo da história. O profeta Isaías anuncia uma luz que resplandece sobre um povo oprimido, dissipando as trevas da desesperança. Já São Paulo, em sua carta aos Coríntios, exorta à unidade da Igreja, alertando para os perigos das divisões que fragilizam a comunidade dos fiéis.

No Evangelho de Mateus, Jesus dá início ao seu ministério na Galileia com o anúncio: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. À beira do mar, Ele chama Simão, André, Tiago e João, homens simples e pescadores, convidando-os a segui-lo e transformando o trabalho cotidiano em missão divina.

A mensagem bíblica de hoje revela que a luz de Cristo não é distante nem abstrata. Ela se manifesta na realidade diária, convidando a uma conversão que une o coração a Deus e aos irmãos, e envia cada pessoa a iluminar o mundo a partir de suas atividades ordinárias.

Os primeiros discípulos não eram eruditos nem líderes religiosos. Eram homens comuns, imersos no esforço do trabalho diário, lidando com redes, barcos e com a imprevisibilidade do mar. Foi exatamente nesse contexto que Jesus os chamou. O ensinamento é claro: a santidade não consiste em fugir do mundo ou das responsabilidades, mas em santificá-los por dentro, não apenas pelo que se faz, mas sobretudo pelo que se é.

Cada cristão é chamado a ser luz no próprio ambiente, seja no trabalho, na escola, na família ou na comunidade. Assim como as redes lançadas ao mar, o trabalho realizado com amor e dedicação pode “pescar” vidas, aproximando pessoas de Deus por meio do exemplo silencioso, da paciência nas dificuldades e da alegria no serviço ao próximo.

A conversão proposta por Jesus não é um acontecimento isolado, mas um compromisso diário, renovado a cada decisão. Diante das dificuldades, dos conflitos, das enfermidades ou das tentações de dividir em vez de unir, é fundamental recordar que a luz de Cristo já brilha no coração dos batizados.

Unidos a Cristo e superando as divisões denunciadas por São Paulo, o testemunho cristão torna-se mais autêntico e credível. Assim como os primeiros discípulos, é preciso deixar as “redes” do comodismo e seguir Jesus, transformando o ordinário em extraordinário, passando de uma vida centrada apenas nos próprios interesses para uma verdadeira pesca da caridade, do amor ao próximo e do cuidado com o outro.

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