
De Olho na IdeiaPor: Felipe J. dos Santos
Em nenhum momento da história da humanidade se criaram condições de comunicação como as que o mundo possui hoje. Nunca a rapidez de informações e o número de ferramentas foi tão amplo e à disposição daqueles que possuem interesse em descobrir, desvendar, aventurar pelos caminhos do saber.
Há uma campanha de detração das mídias sociais, desconsiderando todo o potencial dessa vasta rede de trocas e desse momento histórico da humanidade.
É evidente que no submundo das agências de inteligência existem pessoas catalogando informações e mapeando comportamentos de consumo, eventuais riscos sistêmicos ou indivíduos que possam criar confusão para a ordem vigente.
Mas, independentemente dos riscos e armadilhas que as mídias sociais apresentam, existe uma oportunidade de comunicação e de desenvolvimento intelectual para toda a humanidade.
Mas se há essa enorme oportunidade, qual seria o empecilho para que as pessoas aumentassem seus níveis de conhecimento? Porque teríamos uma excelente ferramenta de ampliação cognitiva que sendo usada pelos usuários como fonte de evolução e desenvolvimento?
De nada adianta termos um laboratório de ciências avançado se não tivermos cientistas para realizar os experimentos, da mesma forma que uma indústria pode possuir uma máquina de última geração e não conseguir operador qualificado para coloca-la em movimento ou termos inúmeras roupas de mergulho na falta de mergulhadores treinados para usá-las.
As plataformas digitais precisarão de pessoas com capacidade para tirar, delas, o conhecimento necessário que a humanidade precisa. Pessoas com vontade de saber, com curiosidade e ânimo para ir além do uso recreativo do ciberespaço.
Como gestar essa criatividade e essa vontade de descoberta em pessoas que estão recebendo as informações por todos os lados e de todas as formas? Como criar discernimento para que uma pessoa vá buscar a informação e não se acostume a absorver informações lançadas por metralhadores giratórias de conteúdos mais variados?
As ferramentas de busca e as inteligências artificiais estão abrindo um portal para aqueles que querem desenvolver a lógica e a racionalidade e, também, para aqueles que querem investigar a verdade e desenvolver senso crítico e capacidade de julgamento, passando a distinguir informações introjetadas e viralizadas de informações fundamentais e essencialmente prioritárias para a construção da própria autonomia de pensamento.
Separar o lixo informacional massificador que é pulverizado nas redes, passa a ser fundamental para que a próxima geração consiga desenvolver métodos para não ser pega pelas inúmeras armadilhas de narrativa e confluências de algoritmos que tendem a idiotizar, normalizar e induzir todos a se transformarem, prioritariamente em consumidores de conteúdos virais, ao invés de se tornarem pesquisadores de seus próprio interesses.
Sensação
Vento
Umidade