A Chama Crioula que chegou a Tenente Portela na segunda-feira, dia 7 de setembro, percorreu aproximadamente 570 quilômetros desde Rio Pardo, onde ocorreu a geração estadual da centelha deste ano. Depois de passar por diferentes pontos da Região Tradicionalista, o símbolo dos festejos farroupilhas chegou ao município e permaneceu sob guarda na sede da Brigada Militar até a abertura oficial da programação.
A geração estadual da Chama Crioula ocorreu em Rio Pardo, nos dias 14 e 15 de agosto, marcando o início da distribuição da centelha para as regiões tradicionalistas do Rio Grande do Sul. Em seguida, os grupos de cavalarianos passaram a conduzir o fogo simbólico pelas diferentes regiões do Estado.
Na trajetória até Tenente Portela, participaram da condução integrantes do CTG Guardiões da Fronteira, CTG Sentinela da Fronteira e CTG Querência Gaúcha, de Vista Gaúcha. A comitiva contou ainda com Giordano Bruno Fornari, coordenador de Cavalgadas da 20ª Região Tradicionalista, Antonio Brum, cavaleiro, e Mauri Balestrin, motorista de apoio.
A comitiva acompanhou a centelha desde Rio Pardo por aproximadamente 450 quilômetros até Três de Maio. No dia 5 de setembro, ocorreu naquele município a distribuição da Chama para os municípios da 20ª Região Tradicionalista. A partir de Três de Maio, o percurso prosseguiu até Tenente Portela, completando cerca de 570 quilômetros desde o ponto de origem.
No mesmo dia em que a Chama Crioula chegou a Tenente Portela, cavalarianos também conduziram a centelha até Vista Gaúcha. O grupo do CTG Querência Gaúcha levou a Chama ao município, onde ela foi recebida pela comunidade e passou a integrar a programação dos festejos farroupilhas locais.
Um símbolo que atravessa gerações
A Chama Crioula está ligada à história do movimento tradicionalista gaúcho. A primeira centelha foi retirada do Fogo Simbólico da Pátria na noite de 7 de setembro de 1947, em Porto Alegre, por João Carlos Paixão Côrtes, Fernando Machado Vieira e Cyro Dutra Ferreira. A partir daquele ato, a chama passou a ser conduzida a cavalo e incorporada às celebrações tradicionalistas.
Desde então, a cada ano, a geração e a distribuição da Chama Crioula mobilizam cavalarianos de diferentes regiões do Estado. A centelha percorre longas distâncias até chegar aos municípios, onde passa a integrar as cerimônias e atividades da Semana Farroupilha.
Em 2026, Rio Pardo sediou a 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula do Estado. Depois da solenidade, a centelha foi encaminhada para as diferentes regiões tradicionalistas, mantendo o tradicional percurso a cavalo até os municípios.
Tenente Portela como ponto de distribuição
Em Tenente Portela, a Chama permaneceu sob guarda da Brigada Militar até o sábado, dia 12. Durante esse período, grupos tradicionalistas de municípios vizinhos começaram a se deslocar até o município para buscar a centelha e conduzi-la às suas comunidades.
Na sexta-feira, dia 11, aproximadamente 10 cavalarianos de Barra do Guarita estiveram na sede da Brigada Militar para retirar a Chama Crioula. O grupo levou a centelha de volta ao município, onde ela será utilizada na programação da 2ª edição do Acampamento Farroupilha.
O movimento também envolve outros municípios da região, que estão recebendo a centelha para a abertura de suas próprias programações farroupilhas. Dessa forma, Tenente Portela passou a funcionar como um dos pontos de passagem e distribuição da Chama entre os municípios da região.
Abertura do 15º Acampamento
No sábado, dia 12, a Chama Crioula deixou a sede da Brigada Militar e foi conduzida até a Praça do Imigrante, onde marcou oficialmente a abertura do 15º Acampamento Farroupilha de Tenente Portela.
Organizado pelo CTG Guardiões da Fronteira, o evento reúne neste ano um recorde de 64 ranchos instalados no entorno da Praça do Imigrante. A programação segue até o dia 20 de setembro, com música, dança, gastronomia, atividades culturais, encontros tradicionalistas e ações voltadas a diferentes gerações.
A chegada da Chama Crioula e sua posterior distribuição para os municípios vizinhos mostram que a tradição não permanece restrita a um único local. Conduzida a cavalo por centenas de quilômetros, a centelha percorre diferentes comunidades e chega a cada município como parte das celebrações que, durante o mês de setembro, renovam a ligação da região com a história e a cultura do Rio Grande do Sul.
Os registros mostram momentos da jornada da Chama Crioula, desde o deslocamento dos cavalarianos até a chegada a Tenente Portela. Confira as fotos que acompanham esse percurso e ajudam a contar a história da chegada da centelha ao município.
Folha Popular














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