A abertura oficial do 15º Acampamento Farroupilha de Tenente Portela ocorreu na noite de sábado, dia 12, na Praça do Imigrante. A cerimônia reuniu autoridades, representantes de entidades tradicionalistas, cavalarianos, prendas, peões e a comunidade e teve como ponto central a chegada da Chama Crioula ao candeeiro do evento.
A centelha chegou a Tenente Portela depois de percorrer cerca de 570 quilômetros desde Rio Pardo. Durante a abertura, a trajetória da Chama foi apresentada dentro de uma proposta de resgate histórico, relacionando o símbolo dos festejos à formação do município e às 15 edições do Acampamento Farroupilha.
A cerimônia destacou que a Chama não representa apenas o início da programação, mas também a continuidade de uma tradição transmitida entre gerações. A centelha foi conduzida por diferentes representantes ao longo da solenidade, em uma simbólica linha do tempo da história de Tenente Portela e do próprio evento.
Chama passou pelas mãos de diferentes representantes
O primeiro momento da cerimônia envolveu os cavalarianos responsáveis pela condução da centelha. A Chama foi recebida pelas mãos de Giordano Bruno Fornari, sócio-fundador do CTG Guardiões da Fronteira e diretor de Cavalcadas da 20ª Região Tradicionalista. Giordano participou do percurso desde Rio Pardo até Três de Maio.
Junto dele estavam Volmir Franceschi e Fernando Daves, do Departamento Campeiro do CTG Guardiões da Fronteira, representando os cavaleiros e cavaleiras dos CTGs Guardiões da Fronteira e Sentinela da Fronteira que participaram da condução da centelha de Três de Maio até Tenente Portela.
Na sequência, a Chama foi entregue a Jalmo Fornari, jornalista, pesquisador e escritor, em representação daqueles que preservam, pesquisam e registram a memória do município. A participação destacou a importância da preservação da história local e do trabalho desenvolvido ao longo dos anos para registrar a trajetória de Tenente Portela.
A centelha passou então às mãos do prefeito Rosemar Antonio Sala e do vice-prefeito Claudenir Scherer, representando o município e as diferentes administrações que participaram da construção da história de Tenente Portela. O momento também fez referência aos 71 anos de emancipação político-administrativa do município.
Uma história construída em 15 edições
Outro momento da cerimônia resgatou o início do Acampamento Farroupilha, em 2010. O primeiro coordenador do evento, Léo Fiorin Júnior, juntamente com integrantes da primeira comissão organizadora, recebeu a Chama representando aqueles que deram os primeiros passos para transformar a ideia do Acampamento em uma tradição do município.
A solenidade também destacou a participação dos grupos e entidades que ajudaram a consolidar o evento ao longo das edições. O grupo Os Tauras, que participa da programação desde a primeira edição, foi citado como representante da música e da identidade tradicionalista de Tenente Portela.
Na sequência, a Chama chegou às mãos de representantes do CTG Guardiões da Fronteira, entidade responsável pela realização do Acampamento. A patroa Sonilda Martim Weireich, a Neca, e a capataz Silvana Piffer de Borba receberam a centelha, representando as entidades envolvidas na organização do evento e o compromisso com a preservação da tradição e a transmissão às novas gerações.
Chama chega à coordenação
O último momento da linha do tempo levou a centelha até a atual coordenação. O coordenador do 15º Acampamento Farroupilha, Névio Carlos Caron, e o vice-coordenador, Fábio André Bals, receberam a Chama como representantes da atual edição e das pessoas que participaram da construção do evento ao longo de suas 15 edições.
A partir daí, a centelha foi colocada no candeeiro do 15º Acampamento Farroupilha, oficializando o início da programação. Em seguida, Névio e Fábio conduziram a Chama junto às autoridades até a réplica das ruínas das Missões, espaço utilizado dentro da proposta temática da edição deste ano.
Tema resgata Missões e povos Guarani
O tema escolhido para o 15º Acampamento Farroupilha é “400 anos das Missões Jesuíticas e dos povos Guarani”. A proposta busca colocar em evidência um período importante da história regional e a presença dos povos Guarani na formação cultural do território.
A abertura contou com um espetáculo de som e luz. A cerimônia também apresentou uma retrospectiva da formação de Tenente Portela, relacionando diferentes períodos da história do município com a ideia de identidade e pertencimento. A organização destacou que conhecer a história ajuda a compreender o presente e a pensar os próximos passos da comunidade.
Recorde de participação
O coordenador Névio Caron já havia destacado, durante a preparação do evento, a dimensão alcançada pela edição deste ano. O 15º Acampamento Farroupilha registra recorde de 64 ranchos instalados no entorno da Praça do Imigrante.
A marca é resultado de uma mobilização que começou meses antes da abertura, envolvendo a organização da estrutura e dos espaços destinados às entidades. A programação reúne atividades tradicionalistas, música, dança, gastronomia, encontros de invernadas, declamação, ações com estudantes e atrações para diferentes gerações.
Com a Chama acesa no candeeiro, foi oficialmente dada a largada para a 15ª edição. O evento segue até o dia 20 de setembro, transformando novamente a Praça do Imigrante em ponto de encontro para entidades tradicionalistas e para a comunidade.
A abertura deste ano procurou, além de marcar o início dos festejos, contar a trajetória do Acampamento desde 2010. A passagem da Chama por diferentes pessoas durante a cerimônia simbolizou justamente essa continuidade: daqueles que conduziram a centelha pelas estradas do Rio Grande do Sul aos que ajudaram a construir a história de Tenente Portela e aos responsáveis por manter viva a tradição nas próximas gerações.
Folha Popular
















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