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Senado Federal

Humberto Costa rebate preconceito contra beneficiários de programas sociais

O senador Humberto Costa (PT-PE) usou a tribuna do Plenário do Senado nesta terça-feira (13) para defender os programas de transferência de renda e...

13/05/2025 19h56
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Humberto Costa (PT-PE) usou a tribuna do Plenário do Senado nesta terça-feira (13) para defender os programas de transferência de renda e rebater críticas dirigidas a seus beneficiários. Citando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o parlamentar destacou que, em fevereiro de 2024, 60% das novas vagas formais de trabalho foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), sendo 171 mil delas por beneficiários do Bolsa Família.

— Essa é uma escandalosa mentira por parte dos que não aceitam que uma rede de proteção social sustente e ampare os mais vulneráveis. [...] O povo do Bolsa Família quer, sim, mudar de vida. E os dados estão aí para provar o contrário — afirmou o senador, criticando o preconceito contra os mais pobres.

Humberto também ressaltou a importância da “regra de proteção”, que permite ao beneficiário do Bolsa Família continuar recebendo parte do benefício por até dois anos após conseguir emprego formal. Segundo ele, o mecanismo dá segurança a quem está em transição financeira e deseja conquistar autonomia. Citando dados da Fundação Getulio Vargas e da Pnad Contínua, o senador informou que a renda do trabalho dos mais pobres cresceu 10,7% em 2024, colaborando para a maior redução da desigualdade social dos últimos anos.

O parlamentar lembrou ainda que, entre 2022 e 2023, mais de 24 milhões de brasileiros deixaram a situação de fome, e quase 15 milhões superaram a insegurança alimentar, graças a programas como o Brasil Sem Fome, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Fomento Rural e o Cozinha Solidária foram destacadas como exemplos de políticas públicas eficazes no combate à fome e no fortalecimento da agricultura familiar.

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