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Zequinha critica Dnit por tentar transferir verba de obra no Pará ao Amazonas

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) criticou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) pela intenção de transferir R$ 90 ...

11/06/2025 13h10
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
- Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) criticou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) pela intenção de transferir R$ 90 milhões originalmente destinados ao derrocamento do Pedral do Lourenço, no Pará, para outra obra no Amazonas.

Em discurso no Plenário na terça-feira (10), o parlamentar afirmou que a iniciativa representa mais um entrave ao avanço da Hidrovia Tocantins-Araguaia, considerada estratégica para a logística do país.

— Quando a gente pensa que vai dar para, finalmente, sair do buraco, a gente sente a lama bater na canela. O Dnit surge agora com uma proposta descabida de transferir R$ 90 milhões, já aprovados para o projeto hidroviário do Pedral do Lourenço, ao estado do Amazonas — criticou.

Zequinha lembrou que o licenciamento ambiental da obra levou mais de uma década para ser liberado, o que impôs sérias dificuldades ao andamento do projeto. Agora, com a licença de instalação finalmente concedida, ele considera inadmissível a retirada dos recursos.

Para o senador, a hidrovia tem potencial de escoar entre 20 milhões e 60 milhões de toneladas de cargas por ano, integrando economicamente as Regiões Norte e Centro-Oeste.

— O Dnit, que deveria ser o grande incentivador da logística em nosso país, parece remar contra o contribuinte para que o projeto tão sonhado da Hidrovia Tocantins-Araguaia continue engavetado — disse.

Apesar de reconhecer a importância de obras em estados vizinhos, Zequinha defendeu que isso não pode ocorrer em prejuízo do Pará, estado com os piores indicadores logísticos do país, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados.

Ele também mencionou o impacto regional positivo de obras como a ponte sobre o Rio Araguaia, entre Xambioá (TO) e São Geraldo (PA), atualmente paralisada.

— O Amazonas precisa, e a gente é coirmão, quer que todo mundo avance. Mas o Dnit não pode, absolutamente, fazer o que está fazendo neste momento — concluiu, ao pedir a revisão da proposta pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pelo Dnit.

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