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Senado Federal

Comissão mista aprova MP com aumento para militares

A comissão mista da medida provisória que reajusta a tabela de soldo das Forças Armadas ( MP 1.293/2025 ) aprovou nesta terça-feira (8) o relatório...

08/07/2025 23h37
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
Mourão e Pazuello, presidente e relator da comissão, classificaram o aumento proposto como insuficiente - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Mourão e Pazuello, presidente e relator da comissão, classificaram o aumento proposto como insuficiente - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A comissão mista da medida provisória que reajusta a tabela de soldo das Forças Armadas ( MP 1.293/2025 ) aprovou nesta terça-feira (8) o relatório favorável à proposta. O reajuste vai acontecer em duas fases, uma em abril de 2025 e outra em janeiro de 2026, com aumentos de 4,5% em cada etapa. O relatório agora será votado nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. O prazo de validade da MP termina no dia 8 de agosto.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), presidente da comissão, disse que os militares e suas famílias vivem em "situação de penúria", em comparação a reajustes concedidos pelo governo a outras categorias.

— O vencimento que os militares recebem não é uma questão de simplesmente retribuir o trabalho. É importante destacar as servidões da carreira militar, que se caracterizam pelas constantes movimentações, pelo risco de vida, a família que não consegue se estabelecer num lugar, os filhos que trocam de colégio constantemente — disse Mourão.

Durante a leitura de seu relatório, o deputado General Pazuello (PL-RJ) disse que o aumento proposto não compensa as perdas salariais que os militares vêm tendo, mas ressaltou que a comissão não pode aumentar a despesa prevista em projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República. Ele destacou, também, que o aumento atinge todos os militares.

— O aumento é linear, pega todos os postos e graduações de todas as forças, do cabo ao general mais antigo. Não há privilégio para esse ou aquele posto e graduação – disse Pazuello.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) também reclamou que o aumento "é pouco", e afirmou que os governos precisam olhar para as Forças Armadas "com carinho, para que não se surpreendam quando precisarem delas".

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