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Senado Federal

Rodrigues cobra negociação com os EUA para incluir produtos na isenção tarifária

O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (16), cobrou do governo brasileiro mais firmeza nas negociações...

16/09/2025 18h30
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
- Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (16), cobrou do governo brasileiro mais firmeza nas negociações com os Estados Unidos para garantir que o Brasil seja incluído na isenção tarifária anunciada para produtos agrícolas como café, cacau e frutas tropicais.

Ele explicou que, apesar da medida anunciada pelo governo de Donald Trump, o Brasil ficou fora da lista inicial de países beneficiados. Segundo Rodrigues, a exclusão coloca os produtores nacionais em desvantagem, já que continuam sujeitos a tarifas de até 50%, enquanto concorrentes estrangeiros obtêm acesso facilitado ao mercado norte-americano.

— Não fomos classificados de imediato como parceiros alinhados, categoria criada pelo governo norte-americano para definir quais são os países que têm direito ao benefício. Os nossos cafeicultores, os produtores de cacau da Bahia e os fruticultores do Brasil, por enquanto, não poderão exportar seus produtos para os Estados Unidos sob o regime tarifário zerado. A decisão abre portas, mas não nos entrega a chave. Caberá às autoridades nacionais lutar para conquistar esse status de parceiro alinhado, negociar com firmeza e inteligência, e garantir que os nossos agricultores não fiquem fora dessa oportunidade histórica — disse.

Rodrigues disse que Roraima pode ser um dos estados mais prejudicados pela exclusão do Brasil da isenção tarifária. Ele lembrou que a fruticultura local corre o risco de perder espaço no mercado norte-americano devido às tarifas de até 50% que continuam a incidir sobre esses produtos.

— Roraima, em particular, tem muito a perder se ficarmos de fora. Nossa fruticultura de mangas, mamões, abacaxis, melancias e maracujás já provou sua qualidade em feiras e mercados internacionais. Com a isenção tarifária, nossos produtos poderiam conquistar novos clientes e expandir contratos. Sem ela e a isenção para outros países, enfrentaremos barreiras adicionais que encarecem os nossos produtos e reduzem a nossa competitividade — afirmou.

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