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Senado Federal

Humberto diz que país caminha para punir atos golpitas

Durante pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (15), o senador Humberto Costa (PT-PE) manifestou satisfação com o avanço do processo sobre a ...

15/07/2025 22h52
Por: Júlio Santos
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
- Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Durante pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (15), o senador Humberto Costa (PT-PE) manifestou satisfação com o avanço do processo sobre a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023. O parlamentar destacou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete investigados, apontados como integrantes do núcleo central da articulação golpista. O senador avaliou que o país entra agora na etapa decisiva para responsabilizar os principais envolvidos nos atos.

— A força das nossas instituições democráticas está, enfim, levando a um histórico trabalho, em que militares de alta patente e civis graduados estão sendo processados e serão julgados na forma da Constituição que eles tentaram destruir. E não há pressão interna ou externa — seja por grito de pastor histriônico em cima de trio elétrico bancado por dízimo de fiéis, seja por governo estrangeiro que queira agredir nossa soberania nacional — que nos faça retroceder do dever de que todos os envolvidos na tentativa de golpe paguem por seus crimes — disse o senador.

Humberto destacou trechos do inquérito que citam o uso da máquina pública para atacar a democracia e impedir a posse do presidente eleito. Ele citou o envolvimento de órgãos como a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para dar sustentação às ações golpistas. Para o senador, os responsáveis devem ser punidos de acordo com o que prevê a legislação brasileira.

— Bolsonaro poderá pegar até 43 anos de prisão em regime fechado, o que é muito pouco para o dano que provocou e segue provocando ao Brasil e à estabilidade democrática. Todos sabemos que esses projetos de ditadores, esses dejetos totalitários, detestam o Estado de direito, abominam a Constituição e a ordem democrática. Mas vão encarar a Justiça. O que vamos assistir é tão somente à aplicação da legislação nacional — afirmou.

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